Descubra Quem Você É

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Já parou para pensar sobre como é a vida do ponto de vista existencial? Por exemplo, qual o propósito da nossa existência? Acredito que, ao contrário do que muitos possam imaginar, os eventos da vida não acontecem de forma linear, seguindo uma linha temporal rígida.

Pense nas escolhas que você fez ao longo da vida. Quantas delas você gostaria que tivessem sido diferentes? Mas e se eu lhe dissesse que tudo depende do seu nível de evolução e da sua cosmovisão? Afinal, o que realmente importa é a experiência vivida.

Uma analogia feita por minha companheira Deise durante o café da manhã me marcou profundamente. Ela falou sobre o grau de evolução do espírito:
“A visão do motorista em uma estrada plana, se limitada a no máximo 5 km, fará com que o presente dessa pessoa seja relativo à sua percepção do mundo. Entretanto, se você observasse esse veículo a partir de um avião a 10 mil pés de altitude, qual seria a visão do presente desse motorista? Certamente, seria possível enxergar não apenas o presente, mas também parte do futuro dele.”

Segundo essa analogia, pessoas com maior discernimento enxergam não apenas o próprio presente, como qualquer outro, mas também podem vislumbrar o futuro daqueles que possuem menor compreensão da vida. Fiquei encantado com a simplicidade e profundidade dessa observação. Deise, que é espírita, acredita que nascemos com parte do nosso plano de vida projetado, enquanto o restante depende de nossas escolhas — sempre com o objetivo de evoluir.

Antes de aprofundar essa reflexão, é importante compreender que nós, como agentes da experiência, somos compostos de corpo físico, mente e espírito. Essa tríade nos permite vivenciar o fenômeno que chamamos de vida.

Do ponto de vista existencial, a vida é uma intricada teia de escolhas que nos conduzem a diferentes acontecimentos. Esses eventos, por vezes, parecem nos afastar de nossos propósitos, como o movimento de um pêndulo. No entanto, ao final, cada um alcança um destino que lhe é único e profundamente particular.

Essa perspectiva me leva a questionar a crença na salvação como algo universal e homogêneo. Para mim, a vida é uma jornada da alma pelo mundo físico, uma experiência singular para cada indivíduo.

O único momento em que algo pode ser feito é no presente. O passado é apenas a lembrança de um presente que já não existe, e o futuro é um campo de infinitas possibilidades.

Pense um pouco: seus desejos e sonhos projetados para fora do presente sempre permanecerão como sonhos e expectativas. Afinal, no futuro, você não será a mesma pessoa que é hoje. Assim como não podemos beber a água do mesmo rio duas vezes, o rio nunca será o mesmo, e você também não será. Se você está cético em relação a essa ideia, tente reviver algo no presente como fazia na infância ou juventude e analise se a experiência será a mesma.

A vida é uma jornada, e suas escolhas o conduzem por caminhos repletos de infinitas possibilidades.

Hoje, em um momento de completude, percebo que meu “eu” está feliz, independente do que o amanhã possa reservar. As escolhas que faço moldam o rumo da minha vida, mas o futuro permanece um mistério. Não podemos prever o que ele nos trará, apenas desejar que escolhamos, entre as infinitas opções, aquela que nos conduza ao propósito da nossa existência.

Ao refletir que tudo depende das escolhas — e que elas se abrem em infinitas possibilidades — a questão mais importante talvez não seja o que você realmente quer, mas como fará para que seu presente seja melhor do que o passado foi.

Isso nos leva a questionar: o que é a realidade, afinal? Será que existem realmente infinitas possibilidades?

O pior sentimento é sentir-se perdido. Pense bem: você cria a realidade que deseja, mas nunca deve se fixar apenas no porvir, a ponto de esquecer o momento presente.

Acredito que a melhor maneira de participar, como cocriador da realidade, é aprender a fazer silêncio. Silenciar não apenas suas palavras, mas também seus pensamentos, e assim compreender por que você sente o que sente.

No fim, todas as escolhas, experiências e reflexões convergem para um ponto essencial: o autoconhecimento. É através dele que conseguimos discernir entre as infinitas possibilidades que a vida nos oferece, alinhando nossas ações ao propósito maior da nossa existência.

Sem o autoconhecimento, somos como o motorista na estrada plana, limitados pela visão curta e reféns do acaso. Porém, ao aprofundar nosso entendimento sobre quem realmente somos — corpo, mente e espírito —, adquirimos a perspectiva do observador que enxerga além do horizonte.

Autoconhecer-se não é apenas compreender suas emoções ou reconhecer seus limites; é entender como cada escolha que fazemos reflete o nosso ser mais profundo. É silenciar a mente, ouvir a alma e agir com propósito. Porque, no final das contas, a única maneira de cocriar uma realidade que faça sentido é estar em sintonia com o que há de mais verdadeiro dentro de nós.

A vida é breve, o presente é tudo o que temos, e o autoconhecimento é a chave para transformar esse instante fugaz em algo pleno, significativo e eterno.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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