Você já parou para refletir sobre o grau de desconexão entre sua essência e a natureza no dia a dia? E por que isso importa?
Outro dia, esqueci meu celular em casa. Enquanto aguardava na fila de um supermercado, tive um insight sobre a existência humana. Olhei ao redor e vi dezenas de pessoas fixadas nas telas de seus celulares, alheias ao que acontecia ao seu redor. A cena me fez pensar: será que essas pessoas, tão absorvidas no mundo digital, estão realmente presentes em suas próprias vidas?
“Interações superficiais criam uma atmosfera artificial.” Pense nisso. Não parece que as experiências alheias, mediadas por telas, tornaram-se mais importantes do que viver a própria vida? Será que estamos negligenciando nossa existência para observar a dos outros?
O desejo por aprovação social, com seu glamour passageiro, parece roubar o espaço de uma vida plena. Sentir o mundo ao nosso redor, vivenciar a riqueza dos cinco sentidos, deveria ser o básico para quem busca consciência. Mas, cada vez mais, nos afastamos disso. Nesse ambiente, como alguém pode afirmar que pensa por si mesmo e faz escolhas conscientes?
Quantas vezes você esteve tão focado em uma tela que os únicos sentidos ativos eram a visão e a audição? O tato, limitado à superfície fria do touchscreen, mal participa. Já vi pessoas tropeçarem nas ruas ou colidirem com carrinhos de supermercado, cegas pela distração digital.
Por que isso importa? Porque viver é mais do que reagir. Já se perguntou o que realmente te faz feliz? Ou o que significa estar plenamente presente?
Muitas pessoas apenas sobrevivem, presas às expectativas alheias, sem perceber que a primeira grande descoberta na jornada do autoconhecimento é compreender que você é um indivíduo. Reconhecer-se como uma entidade separada do outro é o ponto de partida para viver de forma autêntica.
Então, como está sua relação consigo mesmo? O que você está deixando de viver enquanto observa, absorve e busca aprovação? Talvez seja hora de desconectar para reconectar. Deixe o mundo digital de lado por um momento e volte-se para a única realidade que importa: o agora.


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