Assuma Sua Vida: Reflexões Sobre Propósito e Evolução Pessoal

Uma pessoa sábia disse certa vez: “A natureza descarta aqueles que não dão frutos.” Essa frase me fez pensar sobre a importância de assumir a própria vida e buscar o autoconhecimento. A ideia de “assuma sua vida” surgiu em um momento de reflexão e, a partir disso, comecei a analisar as escolhas e os resultados que obtive ao longo dos anos.

Recentemente, durante o almoço, vivi uma experiência que ilustra essa mudança. Trabalho em casa, com o escritório anexo à minha residência, então interrompo o trabalho para cozinhar. No passado, essa rotina me irritava, especialmente quando estava concentrado em uma tarefa importante, como escrever um discurso. Hoje, porém, com a casa em obras, precisei improvisar, cozinhando em um espaço menor e buscando ingredientes em outro lugar. Mesmo com os contratempos, preparei o almoço no horário e tudo correu bem.

Durante a refeição, comentei com minha esposa: “Que dia maravilhoso, tudo está no lugar.” Percebi que, ao contrário do passado, não lamentei a correria nem os imprevistos. Aprendi a adaptar minha rotina e a assumir minhas responsabilidades com satisfação. E o mais interessante: enquanto cozinho, sinto que minha mente se torna mais produtiva, capaz de equilibrar várias tarefas ao mesmo tempo.

Gosto de observar a vida de forma prática, tanto nas minhas próprias experiências quanto nas histórias das pessoas que conheço — especialmente aquelas que, de alguma forma, realizaram coisas impressionantes. Isso me levou a pensar sobre o que motiva essas pessoas e também sobre o que tem guiado minhas escolhas. Muitas vezes, percebo que as escolhas que fazemos não são totalmente conscientes ou livres; há algo mais profundo, quase como se houvesse uma “ordem natural” que nos impulsiona.

Essa “ordem natural” parece ser parte de quem somos, como se nossas decisões fossem influenciadas por algo que não controlamos completamente. E, no fim, são essas escolhas, às vezes inesperadas, que nos definem. Elas nos ajudam a perceber nosso propósito e a dar mais sentido à nossa existência, mesmo que nem sempre compreendamos completamente.

Acredito que apenas aqueles que buscam se conhecer de verdade, que enfrentam suas dores e sentimentos, conseguem entender melhor esse “mistério” de quem somos e o que realmente queremos para a vida.

Por outro lado, existem pessoas que acabam se perdendo, como aponta a psiquiatra Ana Beatriz: “Só as crenças não são suficientes para a autorrealização.” Ela se refere àquelas que não buscam se conhecer e dependem de crenças externas para justificar suas escolhas.

Há algum tempo, simplifiquei minha vida em vários aspectos. Isso ficou claro para mim enquanto concluía meu curso de psicanálise e passava pelo processo de análise — uma etapa essencial para minha formação.

Durante esse período, identifiquei problemas que causavam ansiedade, inclusive em questões administrativas. Esses problemas eram reflexos de crenças limitantes enraizadas na minha infância, ligadas às atitudes de insucesso de meu pai. Essas crenças me impediam de prosperar, gerando insegurança para finalizar negócios. Hoje, conduzo meus empreendimentos com tranquilidade e prospero. Se, por exemplo, em um dia eu não fecho um bom negócio, no próximo aprendo com os erros e ajusto minha abordagem.

Algumas pessoas falam apenas de suas vitórias, tentam ensinar o que nunca vivenciaram ou usam crenças religiosas para justificar tudo, mas não se aprofundam em quem realmente são. Muitas vivem presas a crenças fixas, acreditando que algo ou alguém fará tudo por elas e que, assim, alcançarão sucesso e felicidade. Para elas, buscar o perdão pelos erros é suficiente. Mas, na minha opinião, é importante aprender com os erros e enfrentá-los.

E qual é o problema com essas crenças? Se alguém acha que será “salvo” só por acreditar, essa pessoa provavelmente não se esforçará para melhorar. Evitar os próprios desafios é, na verdade, uma forma de procrastinação — ou seja, adiar as responsabilidades.

É fácil entender por que tanta gente busca algo em que acreditar; isso dá uma sensação de conforto e segurança. No entanto, viver apenas dessa maneira nos impede de olhar para dentro e de realmente enfrentar nossas dificuldades.

Mas por que isso não funciona? Para começar, temos consciência, e essa consciência nos faz perceber que é um erro entregar o controle das nossas vidas a forças externas. Cada um de nós deve tomar as próprias decisões e viver com responsabilidade. Como diz o ditado: “cada cabeça é uma sentença.” Se dependermos de crenças externas para guiar nossa vida, é como deixar uma força estranha ditar nosso caminho.

Por mais difícil que seja, enfrentar nossos próprios desafios e nos esforçar é o único caminho para alcançar nossos objetivos. A evolução pessoal e o crescimento não acontecem se fugirmos das nossas responsabilidades.

Portanto, o certo é assumir o controle de nossas vidas e aprender com os erros, em vez de evitá-los. A psicologia positiva, que se concentra no desenvolvimento pessoal, também enfatiza a importância de assumir as rédeas de nossa própria evolução e de sermos responsáveis pela nossa realização.

Por fim, para começar a aplicar essa ideia, reserve alguns minutos ao final de cada dia para refletir sobre suas escolhas e o que elas revelam sobre você. Pergunte-se: “O que fiz hoje que realmente reflete quem eu quero ser?” ou “Quais pequenos ajustes posso fazer amanhã para estar mais alinhado com meu propósito?” Esse simples hábito de autoavaliação pode ajudá-lo a cultivar uma vida mais consciente e satisfatória, fortalecendo o seu crescimento e autoconhecimento.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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