Em uma manhã contemplativa, sob um céu abraçado pelas nuvens, somos convidados a mergulhar em profundas reflexões. Uma pergunta ecoa em minha mente, impulsionada por experiências pessoais e observações do mundo ao meu redor: “Será que todos nós temos um propósito de existir?“. Essa indagação não é nova para mim, especialmente desde que a vida me presenteou com meu pequeno Jr., um ser de luz com trissomia do cromossomo 21 (T21).
Meu pequeno, com seu sorriso radiante, me ensinou mais sobre a vida do que qualquer outra pessoa. Ele me mostrou a importância de abraçar cada momento com intensidade, celebrando cada pequena conquista em sua jornada rumo à autonomia. Essa experiência transformou minha percepção sobre o futuro e me levou a um processo de introspecção profunda, onde as respostas parecem residir no âmago das minhas experiências diárias, sentimentos e emoções.
Vivemos em um mundo que, muitas vezes, mede o valor de um indivíduo por suas capacidades físicas ou intelectuais. No entanto, a verdadeira beleza da existência humana reside na nossa diversidade. Cada um de nós, com nossas diferenças únicas, carrega um potencial inexplorado e um propósito singular. Fui lembrado disso recentemente, ao testemunhar a apresentação de um jovem mágico autista, cuja habilidade extraordinária não apenas desafiou preconceitos, mas também revelou a magia que cada ser humano tem a oferecer ao mundo.
Como pai de uma criança especial, não me considero um ativista fervoroso, mas sim alguém dedicado a oferecer o melhor para meus filhos, guiando-os em sua busca por autonomia e autodeterminação. Afinal, a vida é uma jornada complexa de nascimento, desenvolvimento e legado, onde cada um de nós tem a chance de deixar sua marca única.
Esse menino mágico, com apenas dez anos, encontrou na mágica um sentido profundo para sua existência, um lembrete poderoso de que todos temos algo valioso a contribuir. Sua história reacendeu em mim a esperança de que meu Jr. encontrará seu próprio caminho, seguindo um propósito que ressoe com sua alma.
Aprendi que ser diferente não nos torna menos humanos, mas nos oferece uma perspectiva única sobre o mundo e sobre nós mesmos. Todos nós estamos em uma jornada de autoconhecimento e crescimento espiritual, buscando entender quem somos, por que estamos aqui e como podemos enriquecer a tapeçaria da vida com nossos dons únicos.
Este post é um convite para refletir sobre nossas próprias jornadas e reconhecer o valor incomensurável que reside na diversidade humana. Que possamos abraçar nossas diferenças com amor e compaixão, lembrando sempre que, no fundo, cada um de nós carrega uma luz própria, capaz de iluminar os cantos mais escuros do mundo.


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