Numa tranquila manhã de domingo, às 7:15, olhando pela grande janela de vidro que também serve como parede, me peguei pensando: “Para onde eu vou?” Este momento, marcado por uma brisa fresca e agradável, se tornou um ponto de virada para mim. Minha mente, normalmente agitada, se acalmou completamente. Foi quando um canto de pássaro, diferente dos que eu costumo ouvir, capturou minha atenção. Estava na minha sala de trabalho, um espaço decorado com a chamada cadeira de Freud e quadros dele e de Jung, criando um ambiente introspectivo.
Desta vez, porém, eu estava sentado de forma relaxada na minha cadeira, atrás da escrivaninha, sentindo o frescor do granito sob meus braços. O som do pássaro me fez parar todos os pensamentos, como se o tempo congelasse, e experimentei uma sensação incrível de calma e presença, sentindo-me integrado com tudo ao meu redor. Esse estado de pura presença foi tão poderoso que me fez desejar que durasse mais, embora não pudesse precisar quanto tempo realmente durou.
Este momento de conexão profunda com o agora revelou a importância de estar verdadeiramente presente. Em um mundo cheio de distrações, redescobrir a quietude e a paz interior que reside em cada um de nós é um tesouro. Esse lugar de serenidade dentro de nós nos permite observar nossos pensamentos e emoções de um ponto de vista não julgador, nos conectando com uma sabedoria que está além das circunstâncias externas.
A verdadeira lição desta experiência é a prática da presença em todos os momentos da vida, vivenciando cada instante em sua totalidade. Isso nos ensina a apreciar o presente, onde a vida realmente acontece, sem nos perdermos nas preocupações com o passado ou o futuro.
Que este relato sirva de inspiração para buscar a presença no cotidiano, cultivando um caminho de autoconhecimento e paz interior. Ao fazer isso, não apenas redescobrimos a beleza que nos rodeia, mas também encontramos a paz e a plenitude dentro de nós.
Por fim, este é o verdadeiro poder do agora: um manancial de autoconhecimento, conexão e paz, sempre ao nosso alcance. Que tenhamos a coragem de diminuir o ruído externo, olhar para dentro e redescobrir a mágica de simplesmente ser.


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