Será que na vida sempre estaremos as voltas com problemas? Quem nunca desejou a felicidade, vivenciar um estado de bem-estar duradouro? Tudo que ocorre deriva de alguma de lei eterna ou é apenas fruto da nossa escolha? Será que tudo não passa de uma ilusão?
Penso que pelo simples fato de nos ocorrer esses questionamos, sugere haver algum fundamento que vale pena investigar, refletir.
Quando refletirmos sobre isso, percebemos que não se trata de mero fruto da nossa imaginação, mas, que talvez se deva as lembranças, ‘insights’ do nosso inconsciente, e/ou provêm dos anseios do nosso espirito imortal!
Conta uma história antiga da mesopotâmia, (terras localizadas entre os rios Tigre e o Eufrates, esse dito local, foi o berço da civilização mais antiga que temos registros). Reza a lenda, que havia um jovem que tudo questionava! E, o fazia, desde tenra idade. Idealizava sobre a existência de um ser supremo, um único criador de todas as coisas. Em sua busca passa a observar o sol, questionava: “será que o criador de tudo é o sol?” —, após o período diurno o sol o desaparecia no horizonte. Dizia então, “não, o sol não deve ser o criador porque o seu esplendor e calor desaparece e um novo luminar surge, a lua. Logo, pensou: “esse deve ser mais poderoso por tomar o lugar do sol”. Contudo, ao alvorecer o sol ressurgia com seu esplendor característico, e a vida diurna voltava a fluir com toda sua grandeza. Assim, conjecturava: “a lua não poderia ser o criador, porque cede novamente aos potentes raios do sol”. Entretanto, tal elementar constatação, levou o jovem buscador a se questionar ainda mais, talvez estes, o sol diurno e a lua noturna não poderíamos ser os criadores de todas as coisas. E, sua busca continuava. Certo vez quanto com cinquenta anos e o assunto ainda lhe perturbava a mente, e ocorreu a Abraão, (Lech Lechá!) —, “Vá para ti mesmo!” —, Se a busca no mundo exterior não teve sucesso, talvez, devesse procurar as respostas dentro de si.
Quanto a nossa realidade, sabemos que muitas teorias teológicas e filosóficas foram forjadas ao longo da história, mas nunca houve uma conclusão que acalentasse o espirito humano sobre as questões postas.
E, o homem continua se questionando: de onde viemos, o que somos, e se há algum propósito para tudo o que nos ocorre. Qual o sentido da vida —, qual o sentido de uma existência —, tudo que dela deriva, é algo predestinado ou apenas consequência de alguma lei eterna —, como a causa e efeito?
As contribuições das ciências mais avançadas do nosso tempo, essas que criam progressivamente um sem número de conhecimentos, mas seu foco é explicar os mistérios da criação do universo, e afins. Talvez, a essência humana continue sendo o maior enigma da humanidade. Contudo, é de se pensar, (que de nada adianta saber muito sobre o universo e tão pouco sobre a própria mente humana).
Compreender própria mente, isto é, pensamentos, intuições, emoções, etc. são os maiores desafios do indivíduo.
Vale a pena saber quem somos, porque existimos, e se há algum propósito para cada existência. Penso que na busca empreendida, por exemplo, para encontrar um criador é que nasceu o desejo do homem de conhecer a si mesmo.
Então, a jornada da autoconhecimento, da busca por si mesmo, já esteve por muito tempo na obscuridade, e também invariavelmente fora tratado como um tabu por milhares de anos. E, hoje ainda é, por exemplo, as religiões com suas teologias propagam dogmas, estes, que afastam cada vez mais o homem de si mesmo, da sua essência.
Afortunados são os indivíduos que não buscam intercessores entre o ser e a sua essência!
Sou inclinado à ideia de que as respostas existenciais, só podem, como concluiu aquele jovem caldeu há mais de quatro mil anos, ser encontradas ao irmos em direção ao nosso interior, para dentro de si.
Descobertas, sobretudo, do início do século XX sobre o funcionamento da psique humana foram sem dúvidas adventos que desmistificaram o tema quando ao ser e sua essência. As contribuições da psicanálise de Freud, por exemplo, foi uma das teorias que visam investigar a alma humana, o funcionamento da mente humana, e suas implicações no cotidiano.
Numa alusão aos estudos da psique, somos seres complexos, é óbvio, por e não há uma teoria pronta segundo a qual, podemos definir quem somos, mas é a partir da compreensão da mente humana integralmente (consciente e inconsciente) um caminho reto para encontrarmos a nós mesmos, para conhecer a nossa essência. (O eu que pensa e sabe que pensa!), só assim, podemos ir além do que pensamos que somos.
Portanto, ao conhecer a nós mesmos com profundidade poderemos descobrir as pistas do que somos, como existência. E, ao fazermos isso, encontraremos as respostas, as justificativas dos porquês dos nossos problemas, alentos para nossas aflições e aprenderemos a diferença tênue existente entre realidade e ilusão.


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