Desde tempos imemoriais na história da humanidade, que nem sequer podemos rastrear, é fato que houve sempre o interesse pela compreensão dos nossos comportamentos e desejos: (porque somos como somos, tão diferentes de outros?).
Nas questões como: porque meu irmão age tão diferente de mim. Porque não sou igual meu pai, mãe… —, talvez eu seja a ovelha negra da família… — porque sou estranho no ninho? — pode ser que você nunca tenha pensado nisso, mas é fácil de se constatar: (Você difere mesmo dos seus mais íntimos parentes).
Então, porque somos assim —, diferentes? — Isso vale a nossa reflexão de hoje.
Em muitas culturas ao redor do globo, é possível verificar os adágios populares: “filho de peixe peixinho é” e “pau que nasce torto nunca endireita, etc.” são uma grande balela.
Então, por onde começar a busca para compreender esse (mistério)? — Penso, que o melhor laboratório para encontrar respostas para essa questão é conhecer a nossa própria existência, a vida cotidiana.
Primeiramente, devemos nos despir de preconceitos e aceitar que existe algo em cada um que nós, que nos diferencia dos demais. — Cada ser, é um indivíduo e como tal, temos peculiaridade só nossas, a nossa subjetividade!
Como empirista que sou, e nesta questão, devo contrariar o mestre Piaget.
Somos frutos de uma combinação de fatores inatos (nascemos assim ou assado), soma-se a isso, as questões ambientais e nossa interação social. É dito que sofremos muitas influências de fatores externos que nos são alheios, ou seja, temos a nossa vontade livre, mas antes de tudo, somos seres como enorme carga subjetiva que até hoje não podemos dizer com clareza o porquê disso.
Na visão da psique humana, a ciência não tem todas as respostas, mas, podemos ao menos especular o motivo pelo qual diferimos se trata de uma constante da condição humana, a nossa individuação. Somos seres únicos.
E, porque isso é importante? —, ora, embora a psicologia moderna possa atestar que temos aptidões x ou y, mas isso não responde quem de fato somos.
Certa vez estava ouvindo uma jovem culta falar de si mesma e disse de maneira enfática sobre o seu comportamento, “que tinha sua maneira de (constatar) o mundo, seu modo de ser”.
A questão deve ser respondida ao longo da própria existência pela busca do autoconhecimento. Você pode ser filho de alguém que age assim ou assado e ter adquirido erudição, mas isso, não é suficiente para dizer muito só si mesmo.
Portanto, a responder à questão (somos quem somos) é essencial porque a partir dela poderemos descobrir um sentido para própria existência e conquistar assim a satisfação plena nesta existência.


Deixe um comentário