“A vida como ela é” (Nelson Rodrigues), penso que resume bem o desalento para justificar desencantos e decepções, isto é, um vazio existencial. Basta uma breve introspecção para se perceber que a vida não é bem assim. E, que talvez, seja é uma questão básica de autoconhecimento.
Quem nunca sonhou obter as respostas para vazios interiores, decepções, depressões, desilusões com a vida, etc.? Quem nunca desejou ter uma vida plena? Quem ainda, nunca pensou que talvez a felicidade seja utopia? — seja como for, isto é, a sua visão de realidade, vale a pena uma breve reflexão.
Segundo ótica contemporânea da sociedade consumerista em que vivemos, é presumível ser poucos os interessados por questões existenciais, sobretudo, para indivíduos que acreditam que ao suprirem seus desejos experimentam a plenitude de suas vidas. Porém, enganam a si mesmos com tais ilusões, não é disso que se trata a plenitude da existência.
Como dizia o Jack: “Vamos por parte”. Antes de buscarmos métodos ou técnicas para realização existencial, devemos identificar o ponto-chave (essencial), para essa compreensão: — isto é, responder à questão primeira: “quem somos?”
Um fato muito comum, ao tentar responder à questão (quem sou), é o uso de rótulos (títulos): sociais, culturais, intelectuais, etc., mas, quando, na verdade, não é disso se que trata. O ser (da questão) provem do seu íntimo, muito além da sua formação, das suas posses ou do poder que detém.
Portanto, quando conseguirmos responder com honestidade quem somos, certamente isso nos levará a próxima e importante questão, “para que estou aqui, para que existo”? — a consciência de si, é o primeiro passo para compreensão de como preencher o vazio existencial.


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