Invariavelmente gastamos muita energia física, recursos financeiros e dispensamos muito tempo para atender desejos fúteis —, fato que nem pensamos sobre isso, — mas passamos uma vida investindo naquilo que é supérfluo…
Quem nunca se questionou sobre qual a utilidade dos bens materiais que acumulamos, aquilo, que adquirimos durante a nossa vida: para que nos serve? — porque precisamos ter coisas muito além das nossas necessidades?
Vejamos, dois itens básicos que serve para reflexão:
(1) — ter um veículo modelo X ou Y, isto é, salvo exceções, seja qual for o modelo serve a mesma função: transportar do ponto (A) para (B) —, é só um meio de transporte;
(2) — ter muitos pares de sapato ou peças de roupas, para que nos servem? —, para ter um (closet/armário) cada vez maior para guardar dezenas/centenas dessas? —, mas são apenas vestimentas.
Gosto de refletir sobre aspectos do cotidiano do ponto de vista de utilidades, por exemplo, sobre: moradia, transporte, alimentação, segurança, crenças, etc.
Para tanto, vale a pena usarmos como paradigmas a vida dos nossos ancestrais que viveram nas savanas. Óbvio, que resguardando as peculiaridades de cada tempo. Mas, é fato que existe sempre algo de útil no passado que podemos extrair para nossas reflexões.
Nesta reflexão, vamos pensar um pouco sobre o que é essencial e o que é supérfluo em nossas vidas. Partido do ponto que, será que somos humanos geneticamente tão diferentes dos nossos ancestrais que viviam nas savanas do continente africano (caçadores e coletores)?
Ontem, ouvi a justificativa do porquê de adquirimos tantas coisas que extrapolam o requisito da essencialidade: disse-me uma jovem senhora que é professora: “vivemos no mundo consumista”. — Detesto quando usam termos esvaziados, porque gosto de raciocinar objetivamente, sem modismo.
Vamos pensar um pouco… Opa, como assim (mundo consumista)? — onde fica a nossa faculdade de escolha para o quer seja em nossas vidas? —, à assertiva da dita senhora é tal como comumente vemos no dia-a-dia: (compre isso ou aquilo…).
Ao que parece, o ‘marketing’ (do mercado) é sofisticado tem grande poder de persuasão e quer induzir a declinar do nosso livre arbítrio, mas, isso não significa que devemos consumir tudo que nos dizem para comprar! Ou seja, só porque alguém diz que vivemos numa sociedade consumerista vamos entrar no “clima” e consumir, mesmo aquilo que não necessitamos, ou não nos seja essencial!
Por fim, é possível enxergamos o supérfluo a partir do autoconhecimento, porque é através dele que nos voltamos para o essencial nesta vida. A começar por: saber o que somos? (questionando-se); aprender dizer não (saber que temos escolhas); estar aberto a mudança (mudar de opinião); pesquisar mais; explorar coisas novas e viver novas experiencias… porque afinal, o que somos de fato? — somos espíritos imortais aprendendo para evoluir.


Deixe um comentário