Você é uma pessoa grossa! Você é um ignorante! Você não tem sensibilidade com a dor dos outros!
Quantas vezes falamos ou ouvimos frases como essas? — espero que tenhas falado mais do que ouvido —, este é o ponto de partida para nossa reflexão.
Fato é que em todas as interações, seja no seio familiar, profissional ou na sociedade em geral são baseadas no trato com o outro, isto é, a maneira pela qual nos expressamos diz muito de quem somos.
Para nosso breve estudo, avaliamos o nosso comportamento e identificamos o nível de evolução da nossa alma, ou seja, o nosso comportamento nas interações no dia-a-dia, dizem muito do nível evolutivo do nosso espirito.
Antes que você comece questionar sobre os termos (alma, espirito e nível de evolução), apresento-lhes, como paradigma, dois dos maiores mestres que nos legaram bons exemplos de comportamento. Por certo, ambos estão no topo da escala de evolução espiritual (iluminação): Buda – (Sidarta Gautama, século V a.C.) e Jesus o Nazareno — (Yeshua Ben Yosef, I d.C.), contudo, ambos foram homens de carne e osso como nós.
Não tem mistério. O que nos interessa aqui, é descobrir o nível de evolução da nossa alma, espirito imortal.
É certo que tudo decorre de um processo interno da nossa da alma, — em latim ‘spiritus’ e para português é o espírito. Quanto mais evoluído somos, melhores seremos no trato com os outros.
Estudando obras do francês Allan Kardec — (Hippolyte L. D. Rivail, século XIX), que foi o organizador do estudo da espiritualidade, com sua obra (O Livro dos Espíritos), Kardec, ensina sobre o mundo dos espíritos: “[…] apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem”.
Disso decorre que nascemos simples e ignorantes e ao longo da nossa existência vamos nos aprimorando, portanto, são através das nossas experiências é que evoluímos ou não.
Acreditemos nisso ou não, é um fato.
Cada dia mais, estudos da psique parecem inclinados aos entendimentos da espiritualidade, por exemplo, Jung — (Carl Gustav Jung, século XX), percebeu que todo ser humano traz de forma inata esse impulso por transcender, e isso é espiritualidade para Jung. Quando nos perguntamos quem somos nós? De onde viemos? Aonde vamos? Estamos buscando essa totalidade, buscando nos ampliar. Mesmo no pensamento cientifico existe essa busca por ir além do ego, ir além dessa realidade material e racional que conhecemos, e isso é espiritualidade.
Ademais, podemos citar mais autores modernos que advogam nesse sentido, mas está ficando longo esta nossa reflexão.
Na atualmente, a chamada “inteligência emocional” que diz da maneira com a qual “gerenciamos” nossas emoções. Que significa afinal a mesma coisa! Trata-se da evolução da nossa alma, ou seja, tudo pertence a nossa psique — (alma, espirito, psique) —, como queiramos designar.
Por fim, o nosso nível de evolução, refere-se ao aprimoramento da nossa alma imortal, espirito imortal, e nada tem a ver com nossa religiosidade ou crença, etc. Antes, porém, pelo autoconhecimento, o conhecimento de si, é que podemos encontram o caminho das pedras para evoluirmos como indivíduos. E, a maneira pela qual nos relacionamos diz muito do degrau em que nos estamos na escada de Jacó.

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