É preciso força de vontade para bater as portas do universo e questionar os porquês das coisas, que são como são em nossas vidas!
Pessoas determinadas, são todas aquelas que escolhem ver nas dificuldades e nos momentos de grandes aflições, como oportunidades. Esses indivíduos, enfrentam a voz interior até que essa se cale, mesmo insistindo ao dizer: “esse é o fundo do poço da sua vida!”
Nesta reflexão, vamos falar de possibilidades de vivermos as nossas realidades muito além do fundo do poço. E, como sempre fazemos aqui, tudo nos baseamos no empirismo, na experimentação. Vamos lá…
Indistintamente, são através dos momentos “difíceis” que o universo nos franqueia as oportunidades para nos questionarmos, a começar pelos nossos valores, crenças e modelos de comportamentos que assimilamos ao longo das nossas vidas.
Usando o silogismo, é correta a assertiva de que: o sol que traz luz e calor para aquele que sorri é a mesma estrela que permite iguais benefícios para aqueles que atentam contra a própria vida, os suicidas.
Entretanto, se pensarmos um pouco é valida a assertiva acima, e dá até para expandi-la para todos os setores da vida, por exemplo, carreira, relacionamentos, vida em sociedade, etc. Alguém poderá até dizer “falar e fácil!” —, mas, discordamos.
Quem viveu experiências com vivências indesejáveis e passou por situações muito além das convencionais, corroboram os argumentos para advogar em sentido contrário. Só pelo empirismo tem-se tal compreensão das consequências das nossas escolhas, isto é, aqueles indivíduos que defrontaram seus maiores medos e os venceram apenas por encará-los como aprendizado, concordarão.
E a felicidade? —, de igual modo. Porque os momentos felizes nunca acontecem da mesma maneira e intensidade para todo mundo, há indivíduos que somente lamentam e fixam morada permanente no sombrio fundo do poço. Para esses, só lhes restam a infelicidade.
A felicidade, porquanto, nos alcança sempre desde as consequências das nossas próprias escolhas e não necessariamente só das nossas ações, mas pela maneira pela qual contemplamos o nosso mundo.
E, ao que tudo sugere, acontece invariavelmente sempre que escolhemos mudar a nossa percepção de mundo, por exemplo, o indivíduo que somos aparentemente continua o mesmo, mas a maneira pela qual olhamos para o mundo muda e, não mais o percebemos como antes.
Se observarmos atentamente, notaremos que a mudança ocorre no nosso interior (na nossa alma), isto é, uma nova visão de mundo que surge e ilumina todo o nosso ser, despertando a nossa psique para um novo e mais amplo horizonte.
Dentre outros aspectos, a mudança interior, guarda relação direta com os nossos desejos, sonhos e aspirações, porque agora eles se concentram mais em nossas próprias e reais expectativas, e não mais nas dos outros.
É por isso, que assim podemos superar toda sorte de dificuldades: privação, solidão e limitação, pois, não nos vemos mais “no fundo do poço”, isto é, aquela condição era apenas consequências momentâneas fruto das nossas escolhas.
Contudo, vale relembrar, que a felicidade real não existe como algo padronizado, como um necessário ter ou um dever estar, ou seja, algo verificável pelo: volume de dinheiro X, relacionamento amoroso Y, amigos abc, etc. —, foi isso que chamei de felicidade “ala-carte”. São apenas apegos de um entendimento estreito, aquele gerador de consequências ruins, portanto, de infelicidade.
Por fim, o “fundo do poço” assim como a felicidade são de certo modo uma mera questão de autopercepção interior da vida. Porém, é óbvio, que a felicidade e o fundo do poço não coexistem em nossa alma. Aliás, acreditemos ou não, todos somos seres portadores de uma alma imortal e que uma existência (a vida) é apenas o meio pelo qual acontece nosso aprendizado.


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