“Eu te amo!”… — quantas vezes ouvimos e falamos essas três famosas palavras?
Se pensarmos um pouco, podemos afirmar ser quase impossível alguém ter chegado à vida adulta sem tem ouvido milhares de vezes (eu te amo) e, embora tal assertiva, represente o mais nobre dos sentimentos humanos —, por que há tantos desencontros entre o que é dito e seus efeitos práticos?
Vamos pensar um pouco… Desde à antiguidade muito já foi falado acerca do amor, que vale destacar alguns pontos que julgo serem os melhores para servir de paradigma:
No período do apogeu da filosofia ocidental, na Grécia antiga, vários pensadores se debruçaram sobre o tema (amor). Dentre aqueles, o meu favorito é Aristóteles (século IV a.C.), ele disse: “o amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição“, dizia ainda: “ama-se mais o que se conquistou com esforço” e arrematou que “o amor é o estado em que melhor as pessoas vêm as coisas como realmente elas são.”
Vivo na América latina (de maioria cristã) e não posso deixar de fora dessa lista curta, os ensinamentos do maior ícone do empirismo sobre o amor: Yeshua Ben Yosef (Jesus, o Cristo, século I): “O amor é paciente, o amor é bondoso: não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”.
Contudo, os mais antigos textos que tive oportunidade de conhecer sobre o amor, foram os ensinamentos de Sidarta Gautama (o Buda, século V a.C.), dizia ele, que “o amor é uma mistura sutil e maravilhosa de alegria e de compaixão” —, devemos considerar que este enfoque espiritual exalta em simultâneo, a necessidade de não estarmos “agarrados” a nada e a ninguém. — porém, o “desapego” é parte dessa liberdade essencial da alma humana que nos permitirá fluir e avançar na roda da vida e em cada um dos ciclos de sua alma —, por (desapego) não devemos entender não poder estar junto de quem amamos.
Após rememorarmos as lições daqueles seres iluminados, voltamos para a nossa humilde reflexão baseada no empirismo do século XXI. Aliás, é o que sempre nos propusemos a perseguir: (falar e fazer) —, tudo sob a óptica do autoconhecimento, daquilo que qualquer mortal poderá experimentar.
Penso, sobre as facetas do amor, que só podem ser satisfatoriamente plenas para cada um na exata medida do seu entendimento. Sobretudo, dado ao nosso alcance numa existência neste plano (como humano), ou seja, a maneira como você se concebe e se percebe no mundo, seja consigo mesmo e com as demais pessoas. Isso, diz muito sobre a qualidade do que compreende por amor —, por óbvio, sendo desnecessário falar sobre ego.
Contudo, é fato que milhões de pessoas vivem às voltas com os dilemas no “amor” e, constantemente se frustrando, se desencantando. Tal assertiva, extraio de inúmeras expressões populares que descreverem seus percalços com o “amor”: (coração partido, magoado, ferido por dentro, “sofrência”, dor-de-cotovelo, etc.) — são tantas as designações, que não me atrevo continuar por absoluta irrelevância.
As pessoas geralmente não compreendem o alcance de um “eu te amo” e, não há nada que se possa fazer quanto a isso, porque existe muita confusão entre o ser e o ter, pois, se entrelaçam gerando sentimentos antagônicos: (posse, desejo, paixão, controle). Porquanto, é verdade que cada um só pode entregar ou externar, segundo o seu entendimento.
Por fim, sobre às três famosas palavras do tema, reflitamos! —, por certo, ao interpretá-las o faremos segundo o discernimento de quem as pronunciam ou de quem as ouvem. Fato, que nem sempre um “eu te amo” tem o mesmo significado universalmente: (dê a cada um segundo o seu entendimento). Porém, não nos esqueçamos que enquanto seres humanos: somos um universo em miniatura (somos um microcosmos), e como tal, existem inúmeros outros mundos que orbitam o nosso mundo.


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