Com relativa frequência dizemos que estamos sem tempo. O que é uma ideia muito contraditora, não? Ao que parece, na sociedade atual tudo se resume em ter, possuir. Vemos pessoas agindo como se pudessem possuir o tempo.
E, o mais grave dessa ilusão de ter, é que nunca encontramos tempo para nós, por exemplo, para fazer uma reflexão da nossa existência, sobre nós mesmo. Disse o professor Luís Mauro Sá Martino: “na sociedade atual, não temos mais tempo para o afeto”, para aquilo que nos afeta e ao outro das nossas relações.
Embora, saibamos que a falta de tempo não é em decorrência do planeta girar mais rápido, nada disso, mas, porque vivemos o dia-a-dia muito conectado a assuntos banais (fofoca, julgamento do outro, curiosidades infantis, reality show, redes sociais, etc.).
Isso tudo, sim, é uma perda de tempo. Porquanto, enquanto seres dotados de alma, precisamos de relacionamentos saudáveis, e para isso, devemos investir tempo: em nós e no outro. Administrar nosso dia-a-dia com maestria.
Já a felicidade, depende da contemplação, e isso, exige no mínimo tempo: para nos deter e observar o mundo que os cerca e a nós mesmos. Isto é, para conhecer a nós mesmo: o nosso interior, nossa psique através de reflexões. Depois, é necessário também, afetar (sentir afeto): sentir e interagir com as outras pessoas.
Por fim, num dia (24 horas), das quais (8 horas), são reservadas para repouso, descanso, então, deveríamos fazer o melhor uso do tempo, evitando perder muitos momentos com mediocridades, banalidades, futilidades, porque nisso, certamente felicidade não há.


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