Sempre que enfrentamos uma crise, como a que vivemos atualmente, é comum ouvirmos todo tipo de previsão “apocalíptica.” No entanto, essas previsões, na maioria das vezes, em nada contribuem para nossa jornada neste barco que chamamos de vida.
Quem tem mais de 40 anos provavelmente já testemunhou crises globais. E, se há algo que podemos afirmar com certeza, é que elas sempre deixam um rastro de consequências óbvias: vidas perdidas aos milhares, economias abaladas e o desenvolvimento social de muitos prejudicados. Seja você pequeno ou grande, alguma coisa será perdida, ou pelo menos deixará de ser desfrutada. Mas, ainda assim, não será o fim do mundo.
A História e o COVID-19
Ao longo da história, enfrentamos diversas crises e catástrofes. E, agora, enfrentamos o desafio do momento: a pandemia do COVID-19. É natural que nos sintamos chocados, indignados e perplexos diante de uma situação tão grave. As palavras que usamos para expressar nossos sentimentos refletem nossa dificuldade em compreender a dimensão do problema.
Mas a grande pergunta é: O que ficará em nossas mentes e corações quando tudo isso passar? Gostaria de acreditar que a resposta seja “aprendizado.”
A Normalidade e a Falta de Reflexão
Infelizmente, olhando para crises passadas, o que vemos é que poucos realmente aprendem algo profundo com as tragédias. A maioria das pessoas deseja apenas voltar à rotina e à “normalidade” de suas vidas.
Já estamos vendo exemplos disso. As redes sociais estão cheias de comentários como: “O que vamos fazer sem as festas?” ou “Não posso mais ir ao bar ou assistir a shows.” Essa visão limitada mostra como, muitas vezes, não conseguimos olhar além do nosso pequeno raio de interesse pessoal.
A Grande Questão: Nossa Visão de Mundo
O que me preocupa é que, como sociedade, ainda enxergamos pouco além de nossas necessidades imediatas. Quantos de nós realmente conseguem refletir sobre o impacto dessas crises em toda a humanidade? Quantos de nós usamos essas situações para evoluir e nos tornarmos mais conscientes?
Me pergunto: Quanto ainda teremos que evoluir para alcançar um nível mediano de consciência como seres humanos? Nossa visão de mundo é realmente verdadeira ou está presa à superficialidade e aos prazeres momentâneos?
Por fim, as crises são inevitáveis, mas elas também são oportunidades de crescimento. Precisamos ir além das nossas queixas cotidianas e olhar para o que realmente importa: o que aprendemos, como nos conectamos com os outros e como podemos evoluir como humanidade.
Se não aproveitarmos essas oportunidades para mudar, estaremos condenados a repetir os mesmos erros, vivendo de forma limitada e sem verdadeira consciência do que significa estar vivo.


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