Queiramos admitir ou não, o fato é que nossa vida é repleta de emoções extremas: momentos de alegria, períodos de tristeza e até aqueles confusos, em que nos sentimos perdidos. Essa sensação de descompasso muitas vezes surge pela incompreensão da realidade e pela insistência em cultuar uma ideia utópica de felicidade permanente, o que nos faz sentir mais infelizes do que realmente somos.
Por essa razão, muitos acabam se perdendo na jornada da vida. A incapacidade de suportar a realidade como ela é leva alguns a sucumbirem às vicissitudes: vícios, violência e, em casos extremos, à perda do sentido da própria existência.
Como sempre faço aqui, não tenho a pretensão de esgotar o assunto ou oferecer respostas absolutas. No entanto, convido você a refletir de forma prática, baseada em suas próprias experiências.
Sobre Responsabilidade e Religiosidade
Recentemente, fui questionado por ter deixado a religiosidade. Minha resposta é simples: não quero mais terceirizar minhas responsabilidades. Somos responsáveis pelas escolhas que fazemos e pelos resultados que elas trazem, conforme a lei de causa e efeito.
Com frequência, esperamos que alguém resolva nossa “bagunça” — que nos perdoe, nos sustente, arrume nossa vida e garanta nossa felicidade. Mas não estamos dispostos a assumir as responsabilidades que cabem a nós, seja pelas nossas ações ou pelas nossas omissões.
Além disso, há outro problema: estamos constantemente esperando que algo fora de nosso controle — o mundo externo — satisfaça nossos anseios. E, ao fazer isso, negligenciamos a única parte que podemos de fato controlar: nosso interior. Nossa percepção da realidade, rígida e inflexível, muitas vezes nos impede de encontrar a paz que tanto buscamos.
A Chave Está na Percepção
A insatisfação que sentimos, na maioria das vezes, não é causada pelo mundo ao nosso redor, mas por nossa resistência em aceitar a realidade tal como ela é. Queremos que o mundo corresponda aos nossos desejos e esperanças, mas ignoramos que, ao mudar nossa percepção da realidade, podemos transformar nossa experiência de vida.
Se aprendermos a aceitar o que está fora de nosso controle e nos concentrarmos no que podemos mudar — nosso modo de ver e viver as coisas —, certamente experimentaremos mais momentos felizes do que tristes.


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