Sou aquariano, e se há algo que os nascidos sob este signo não ignoram ao serem desafiados, é falar sobre temas considerados tabus para a maioria.
Eis-me aqui, então, abordando um tema que, em público, muitos tratam como tabu, embora, na esfera privada, seja amplamente presente.
Nesta reflexão, vamos tratar o assunto de forma leve, divertida e sem ofender a moralidade ou os bons costumes.
Vivemos em pleno século XXI, mas ainda há muita desinformação e erotização pejorativa quando o assunto é sexo. Isso é evidente nas letras de determinadas músicas contemporâneas, muitas das quais carregam um apelo sexista incompatível com os valores de uma cultura inclusiva, causando notória rejeição social.
Entretanto, se voltarmos aos anos 80 e 90, veremos que as expressões artísticas daquele período abordavam o sexo com um erotismo elegante. Um exemplo marcante é a canção Amor e Sexo, de Rita Lee:
“Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema […]”
Essa letra, com sua abordagem clara e elegante, faz analogias entre amor e sexo de maneira direta e divertida, sem constranger. A canção explora as diferenças e convergências entre os dois temas de forma natural e respeitosa.
Para reforçar essa visão, podemos recorrer ao Cantares de Salomão, uma obra de cunho erótico que figura nos cânones bíblicos:
“O seu amor é melhor que o vinho (1.2).
Leve-me com você! Vamos depressa! Seja o meu rei e leve-me para o seu quarto (1.4).
O meu amado tem cheiro de mirra quando descansa sobre os meus seios (1.13).
A grama verde será a nossa cama; os cedros serão as vigas da nossa casa, e os pinheiros serão o telhado (1.16-17).”
Essas palavras foram escritas há cerca de 3.000 anos e fazem parte do “livro sagrado” judaico/cristão. Que apesar de sua conotação erótica, não chocam nem causam desconforto. Pelo contrário, são sábias palavras que mostram como o erotismo pode ser tratado com naturalidade e beleza.
Por fim, acredito que falar sobre sexo e erotismo não deveria ser algo que nos constrangesse. No entanto, é essencial observar a boa e velha etiqueta: há locais e momentos adequados para essas discussões. Assim, o tema pode ser tratado sem se tornar um tabu impenetrável, mas como algo natural, que pode e deve ser abordado com leveza e respeito.


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