#44 –  Amor Espiritual: Reflexões Sobre Humanidade e Consciência

Recentemente, uma amiga no Facebook me sugeriu gentilmente que comentasse sobre o amor espiritual. Não sei se compreendi plenamente seu pedido, mas, como aquariano que vive no mundo das ideias — algo pelo qual sou grato —, me empenharei em abordar algo que, espero, vá ao encontro das suas expectativas.

Como tudo na vida, desde uma grande jornada até uma simples ida ao banheiro, começa com um passo. Nesta reflexão, o primeiro passo é compreender o que é espiritualidade. No entanto, para tratar de um tema tão relevante, é importante antes esclarecer o que não é espiritualidade.

Espiritualidade não é seguir uma religião, embora todas as religiões mereçam respeito. São coisas distintas, independentemente do que dizem os dicionários. As religiões, por natureza, defendem doutrinas específicas, enquanto o mundo espiritual transcende o tempo e o espaço, com fins universais e essencialmente ligados ao equilíbrio — algo que ultrapassa a compreensão humana limitada.

Não pretendo esgotar o assunto aqui, mas provocar uma reflexão que seja esclarecedora e traga alento a todos que leem nosso blog.

Depois de entender que espiritualidade não é sinônimo de religiosidade, percebemos que ela está profundamente ligada à característica primordial que nos diferencia de outros seres vivos: nossa humanidade. Isso está relacionado à forma como pensamos, sentimos e agimos, independentemente das influências culturais ou religiosas.

Viver humanamente é viver plenamente. Isso significa agir de maneira ética, colocando a justiça no centro de todas as nossas ações. É compreender que nada — absolutamente nada — escapa à equidade: a busca pela justiça mais adequada em cada situação.

Embora essa ideia de justiça possa parecer uma utopia, o verdadeiro problema não está aí. Se só praticarmos o justo olhando para os modelos injustos que vemos ao nosso redor, o mundo nunca mudará.

Devemos praticar a justiça por nossa porção de humanidade. Afinal, uma gota pode fazer transbordar um recipiente. Se cada um fizer sua parte, talvez, em um futuro não tão distante, possamos viver no reino dos céus — o reino da espiritualidade, onde não há medidas injustas.

Para falar de espiritualidade, é necessário antes elevar nosso nível de consciência. Somente assim nossa humanidade poderá ser plena. Esse grau de pureza, entretanto, é incompatível com muitos dos comportamentos que praticamos ou testemunhamos hoje. Por exemplo: sentimentos negativos como possessividade, ódio e vingança. Além disso, é essencial nos afastarmos, cada vez mais, dos impulsos instintivos e das futilidades buscadas pelo simples prazer.

Talvez, ao transcendermos esses comportamentos, possamos finalmente compreender e experimentar o mundo espiritual — o verdadeiro amor espiritual.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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