Se condensássemos todas as religiões e filosofias já criadas e analisássemos seus pontos em comum, certamente encontraríamos muitos. Contudo, acredito que há um ponto fundamental. Não importa se somos do Oriente ou do Ocidente, há uma convergência essencial sem a qual não é possível alcançar o propósito de nossa existência.
Como sempre fazemos aqui, nossa abordagem não trata de religiões ou crenças específicas. Refletimos sobre os diversos aspectos da vida com base no autoconhecimento, sobretudo pela experimentação no cotidiano. Reconhecemos nossas limitações, pois ninguém é dono da verdade ou capaz de compreender tudo. Como disse o grande mestre Sócrates: “Só sei que nada sei.”
E qual é esse ponto fundamental que marca o nosso despertar? É o desejo de conhecer a verdade.
Há milênios, mitos, heróis e lendas têm sido criados aos milhares, e muitas reflexões foram feitas ao longo do tempo. No entanto, o que importa para nossa reflexão é o ponto primordial que nos permite dar o primeiro passo rumo à compreensão plena: aquilo que chamamos de despertar.
Esse despertar não depende de rituais intrincados ou simbologias complexas, ainda que estas existam e estejam ligadas a diferentes dogmas. Pelo contrário, a chave está na simplicidade. Como dizia o oráculo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo.” Esse conhecimento é interno, algo que muitos chamam de centelha divina, ponto de luz interior ou semente espiritual.
Essa busca se manifesta em nossa insatisfação contínua — um desalento, um vazio, uma inquietação que não está relacionada à posse de bens materiais, fama ou poder. É um desejo diferente, algo mais profundo. Como bem definiu a professora Lúcia Helena: “Onde há uma vontade, há um caminho.”
Portanto, é a nossa vontade — o ato de sair da inércia e exercer nosso livre-arbítrio — que nos permitirá encontrar o caminho da iluminação. A solução nunca estará fora de nós, em algo ou alguém. Ela reside dentro de nós mesmos, esperando o momento do despertar.


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