É quase impossível encontrar um povo ou cultura neste planeta que, em algum momento de sua história, não tenha criado religiões ou cultos para acessar a espiritualidade. Seja para obter favores dos “céus” ou para compreender o propósito da existência, a busca pela transcendência sempre esteve presente em nossa jornada.
Ao longo de mais de 7 mil anos de história registrada, inúmeras religiões e deuses foram criados e desapareceram. No entanto, algo persiste: não há consenso sobre a alma humana e o propósito da vida.
Qual é o propósito da nossa existência? O que é a alma?
Como de costume, não pretendo responder a essas questões de forma definitiva em poucas palavras. Meu objetivo é lançar luz em nossa “caverna” de dúvidas e reflexões, para que possamos compreender um pouco mais sobre nós mesmos. Também deixo claro meu respeito por todas as religiões e cultos, sem tratar o tema sob o viés de qualquer doutrina específica.
Desde a antiguidade, muitas culturas, religiões e escolas iniciáticas se inspiraram nas mesmas fontes de conhecimento — mitos e lendas que serviram de base para seus manifestos e dogmas. Esse processo, longe de ser algo negativo, foi fundamental para nossa evolução cultural. A cada nova descoberta, aprimoramos nossa visão de mundo, abandonando paradigmas que já não nos servem.
Recorrendo à sabedoria da antiguidade, encontramos na Cabalá um ensinamento profundo: o mundo que percebemos com nossos cinco sentidos não é o mundo real. De forma simples, podemos dizer que o corpo físico é apenas uma vestimenta temporária para nossa verdadeira essência, a alma.
Por fim, o propósito da nossa existência, como seres mortais, é evoluir. É aprender, desenvolver uma consciência que transcenda e nos permita fazer o caminho de volta à espiritualidade. Somos seres biológicos com uma existência finita, mas nossa imortalidade é um privilégio da alma.


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