#35 – Desejo ou Amor? Reflexões Sobre a Essência Humana

“O que sinto por você é maior que o sol, o mar e as estrelas… não vivo sem você… faço tudo por você… Você é a coisa mais importante do mundo para mim.

Quem nunca ouviu ou disse algo assim pelo menos uma vez? Ainda assim, as palavras nem sempre bastam para expressar o que sentimos.

Segundo a filosofia, o desejo é uma tensão em direção a um fim que, para quem deseja, é considerado uma fonte de satisfação. Essa tendência pode ser consciente, inconsciente ou até reprimida.

No senso comum, o desejo ganhou um status elevado, quase como um sentimento nobre — algo que ele nunca foi. Ele emerge dos nossos instintos e, muitas vezes, da soberba e do egoísmo.

Não é difícil perceber como o desejo foi impulsionado pelo consumismo: está na moda, nas novelas, músicas, cinema e até em parte da literatura. Soma-se a isso o individualismo crescente e a banalização das relações humanas, onde pessoas se transformam em coisas. Essa distorção confunde mentes frágeis e desinformadas, ao ponto de dificultar a distinção entre desejo e amor.

Para a psicanálise, o ser humano é um poço de desejo (Freud). Já no misticismo judaico, na Cabala, o desejo é visto como a essência central do ser humano — somos feitos de desejo. Não há nada de errado em querer algo ou alguém; faz parte da nossa natureza humana.

No entanto, é fundamental compreender: desejos são apenas desejos. Eles podem ser intensos, mas não possuem a profundidade e a transcendência que definem o amor.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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