A alma é um tema que muitas pessoas relutam em abordar, por ser frequentemente visto como abstrato. No entanto, considero essencial falar sobre ela para compreendermos nossa existência e a forma como interagimos com o mundo ao nosso redor. Essa jornada de descoberta exige um propósito firme, pois nos conduz ao cerne do autoconhecimento.
De início, é importante esclarecer que esta reflexão não está atrelada a dogmas religiosos ou elucubrações filosóficas profundas. Nossa abordagem é empírica, fundamentada na observação atenta e sensível dos fatos do cotidiano.
É inegável que somos diferentes de outros seres vivos no planeta. Desde os primórdios, registros históricos demonstram nossa capacidade única de buscar compreender o universo. Se não somos apenas seres biológicos, onde deveríamos concentrar nossa atenção? Certamente, na maneira como nos expressamos.
Para ilustrar, cito Cazuza: “Pessoas de alma pequena querendo aquilo que não têm […] para quem não sabe amar, fica esperando quem caiba no seu sonho.” Esse trecho nos ensina que tudo depende de como somos internamente. Nada está fora de nós. Quando nossas expectativas ultrapassam nossa capacidade de compreender quem somos e o que queremos, elas se tornam apenas sonhos vazios.
É por isso que encontramos no cotidiano tantas pessoas de “almas pequenas”. São aquelas dominadas pela vaidade, inveja, ódio ou maldade. São também as que não assumem seus erros, não se perdoam, não viram páginas, não esquecem ou não confiam em si mesmas. Sobretudo, são aqueles que vivem à sombra de outros, sem coragem para assumir os riscos dos próprios sonhos.
Por fim, como disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” Devemos encarar a vida e a nós mesmos com nossas verdades e responsabilidades, sem jamais trair nossa consciência. A verdadeira grandeza da alma está em sermos fiéis a quem realmente somos.


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