#49 – Escolhas Conscientes: Reflexões Sobre Consumo e Identidade

Quem não gosta de se apresentar bem? Muito já foi dito em publicidades: “O mundo trata melhor quem se veste bem.” Para muitos, essa ideia parece razoável. Contudo, quando esse ditado se torna uma regra que atropela os limites de nossas escolhas, estamos diante da transformação de um ser consciente em mero objeto de vontade, preso aos modismos de determinado grupo.

Nossa reflexão aqui não pretende explorar profundamente aspectos filosóficos, antropológicos ou sociológicos que o tema oferece. Queremos apenas provocar uma avaliação simples: como nossas escolhas diárias refletem nossa autenticidade?

Somos, essencialmente, seres sociais. É natural que busquemos pertencer a grupos e cultivemos laços de amizade. Até aqui, nada há de errado — esse senso de pertencimento faz bem à nossa psique e fortalece a sociabilidade.

O problema surge quando nossas atitudes passam a ser guiadas por padrões de consumo: roupas de grife, carros de luxo, locais badalados… Quando condicionamos nossas vidas a esses modelos, sacrificamos recursos financeiros, emocionais e até nossa identidade. É nesse ponto que devemos parar e repensar.

Todos queremos viver bem e ser felizes. Mas será que essa felicidade depende de seguir modelos comerciais de sucesso? Somos indivíduos conscientes, não meros objetos moldados pelo marketing.

Nossa capacidade de fazer escolhas livres e conscientes é única no reino dos seres vivos. Compreendemos o mundo ao nosso redor e moldamos o ambiente segundo nossas necessidades, o que nos torna essencialmente humanos.

Portanto, abrir mão dessa habilidade para seguir padrões de consumo é uma incoerência com nossa própria natureza. Como disse o sábio Rei Salomão: “Tudo é vaidade debaixo do sol.”

Que nossas escolhas sejam guiadas não pela vaidade, mas pela autenticidade e pela consciência do que realmente importa.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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