Desde o início dos tempos, a fala tem sido nossa principal ferramenta de comunicação.
Uma habilidade natural, que não exige tecnologia nem esforço físico considerável. Desde o primeiro choro de uma criança até as palavras poderosas de criação — “Faça-se a luz!”, como descrito no Gênesis — o poder da voz é inegável. Isso nos lembra da importância de prestar atenção ao que dizemos.
Muitas vezes, no entanto, negligenciamos o impacto de nossas palavras. Espalhamos mentiras, fofocas ou até discursos de ódio, sem perceber o dano que isso pode causar, tanto a nós mesmos quanto aos outros. Cada palavra lançada carrega consigo uma força, capaz de curar ou ferir, construir ou destruir.
Por outro lado, usar nossa voz para o bem nos aproxima do divino. Abençoar alguém — seja um filho, um amigo ou até mesmo um desconhecido — não apenas beneficia quem recebe, mas também enche de paz e propósito o coração de quem profere a bênção.
Devemos nos lembrar de que até mesmo a verdade, quando usada para difamar ou ferir, pode ser prejudicial. Escolher as palavras certas é uma arte que exige consciência e intenção. Comunicar-se de forma positiva e construtiva é um ato de cuidado e responsabilidade.
Saber quando falar e quando o silêncio é mais apropriado também faz parte de uma comunicação sábia. As palavras têm o poder de moldar a realidade; maldições carregam peso, mas bênçãos transformam. Assim, por que não usar o dom da fala para expressar gratidão?
Por fim, a prática diária de agradecer a vida e por suas experiências nos conecta com o que há de melhor em nós mesmos. Nossa voz, quando guiada pelo amor e pela sabedoria, torna-se uma ferramenta poderosa de criação e transformação.


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