Quem, sob este vasto céu, busca sofrer?
A resposta é unânime: ninguém. E, ainda assim, o sofrimento nos alcança, independentemente de nossa riqueza, idade, perfeição ou limitações. Isso nos leva a questionar: por que nunca nos sentimos completamente satisfeitos com nossa vida?
Para desvendar esse enigma, primeiro precisamos compreender quem somos e o que realmente é o sofrimento. Parece paradoxal, algo que nos é externo e, ao mesmo tempo, reside dentro de nós. Mas, na verdade, a explicação é bastante simples.
Os sábios da antiguidade nos dizem que vivemos em um mundo definido pelo tempo e espaço, criando uma distância entre nossos desejos e a satisfação que ansiamos. Em outras palavras, somos como um vaso cheio de desejos que, mesmo transbordando, nunca se sente verdadeiramente completo. Essa é a raiz do nosso sofrimento.
A chave para superar essa sensação de vazio e alcançar um estado de plenitude é transformar nossos desejos egoístas em empatia altruísta. Isso vai além de simples atos de caridade, alcançando um amor genuíno pelo próximo, como teoricamente sabemos que deveríamos — “amar o próximo como a si mesmo”.
Por fim, o sofrimento emerge da luta constante entre o ego que cultivamos e a compaixão que demonstramos. Descobrir como equilibrar esses aspectos pode ser o caminho para uma vida mais plena e satisfeita.


Deixe um comentário