Por que achamos que tudo é vaidade, como disse o Rei Salomão?
E por que isso importa tanto? A resposta é simples: tudo o que conquistamos — riqueza, poder, reconhecimento — pertence apenas a este mundo. E sabemos que nossa passagem aqui é breve.
“Vaidade de todas as coisas terrestres… Tudo é vaidade. Qual a vantagem de todo o esforço humano sob o sol?” (Eclesiastes 1:1).
A vida, como a entendemos, é apenas o reflexo de uma causa maior, invisível e eterna, que segue seu curso até que nossas ações estejam alinhadas com o verdadeiro propósito da criação.
“Toda causa tem seu efeito, e todo efeito tem sua causa; tudo acontece segundo uma lei. O acaso é apenas um termo para uma lei que não conhecemos. Existem muitos níveis de causa e efeito, mas nada escapa dessa lei” (O Caibalion).
As escolhas que fazemos — nossos pensamentos, sentimentos e ações — definem o quanto de felicidade ou sofrimento experimentaremos. Isso vale para todos, independentemente de crenças religiosas. Em essência, existem três caminhos principais:
- Viver de forma comum: Cultivando o ego e buscando prazeres materiais.
- Viver de maneira indiferente: Oscilando entre o egoísmo e atos de caridade superficiais.
- Viver diligentemente: Controlando o ego, aprendendo com os erros, corrigindo injustiças e agindo pelo bem dos outros.
Para alcançar a verdadeira felicidade e transcender os limites desta vida, precisamos seguir a regra universal: “Amar ao próximo”. Segundo o Dr. Rav. Laitman, essa é a essência da Cabalá e o maior propósito da existência.
Se quisermos avaliar se nossas ações foram realmente benéficas, deveríamos ser capazes de resumir toda a nossa vida em um único momento e refletir sobre o impacto delas. Talvez, o que chamamos de vida, como a conhecemos, seja apenas uma ilusão.
Por fim, é exatamente nessa ilusão que encontramos a oportunidade de crescer, de nos conectar e de descobrir que, por trás de tudo, existe um propósito maior: viver para o bem dos outros e, assim, encontrar o nosso próprio.


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