REFLEXÃO: QUE NOS FAZ MELHORES

REFLEXÃO: QUE NOS FAZ MELHORES

Disse certa vez o grande Sócrates (o filósofo) quando ainda era uma criança ao acompanhar a sua mãe no ofício de parteira: “O conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas), porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento”. Particularmente, sempre me identifiquei com a sabedoria e a humildade daquele sábio, — aliás, a primeira pressupõe a prática da segunda.

A principal vertente da busca pelo saber, deve ser pelo autoconhecimento, sobretudo, porque o entendimento de si e a compreensão daquilo é externo de nós, resumem bem o necessário para atingirmos uma existência útil, com realizações humanas nobres, uma vida profícua e feliz.

Entretanto, devido ao nosso egoísmo, nossos preconceitos e inúmeras fobias que invariavelmente impregnam o centro do nosso sistema de discernimento, afundando cada vez mais numa espécie de emaranhado de conflitos internos.

Esses conflitos, são perceptíveis por qualquer indivíduo, basta tão-somente observar seus diálogos internos e dilemas: (Eu sou fulano! Eu tenho isso, tenho aquilo!; Eu não devo me rebaixar e assumir que errei!; Eu não sou assim como qualquer um! Eu tenho minha fé e eu tenho minha crença! Se agir assim ou assado não serei (aceito) pela família, ou pelos meus amigos, etc.?

Fato é que, pelo mero hábito de utilizarmos tantas vezes pronomes possessivos e um sem número de julgamentos carregados de preconceitos, são indicativos que há erros na maneira como agimos —, seja conosco e/ou com os outros. Contudo, há saídas para mudança de comportamento.

Sendo o propósito de uma existência, a vida plena, isso é, um agir no sentido de se colocar nos eixos da felicidade, existe o caminho reto. Não se trata de utopia, porque é real e está sempre muito próximos de nós, tudo é uma questão de percepção. Ademais, não é nada miraculoso, é cientifico. Pertence ao ramo da filosofia prática e do conhecimento elementar da psique humana: (a compreensão é o domínio si).

Por fim, o que nos faz melhores, está relacionado diretamente ao nosso grau de satisfação com a vida, medida proporcional do quanto conhecemos de nós mesmos. Isso vai muito além das meras convenções sociais, daquilo que outros pensam sobre nós. Mas sim do nosso grau de entendimento: (até que ponto estamos dispostos a descer na toca do coelho da compreensão?)

REFLEXÃO: O ANIVERSÁRIO

REFLEXÃO: O ANIVERSÁRIO

Até onde sei, no mundo todo existe uma tradição de comemorarmos o dia em que completamos mais um ano de vida, o nosso aniversário. Nestas confraternizações, recebemos presentes, mensagens de felicitações das pessoas queridas e tudo mais.

Particularmente, este 17/02 me é muito especial, sobremaneira, porque além do carinho, afeto dos meus amados filhos e demais pessoas importantes da minha vida, aproveito a oportunidade de rever o ciclo que se concluiu neste dia. Embora, não curta saudosismo como o de sopesar se tal período da minha vida foi melhor ou pior. Entretanto, vivo muito mais o tempo presente e, não gosto de ficar desejando o que já passou, aquilo que não posso mais mudar, o meu passado.

Em reflexões anuais, acabo fazendo as maiores constatações na minha vida. A começar pela clássica do autoconhecimento: que podemos melhorar a cada novo momento, seja no tempo de uma hora ou nas próximas 8.760 horas que representam um ano, um ciclo solar. Ou seja, a partir das nossas escolhas podemos apresentar uma melhor versão de nós mesmo, continuamente. Isso vale para quaisquer áreas das nossas vidas, basta tão-somente o despertar da nossa consciência para pensar, escolher e agir com propósitos elevados: com menos egoísmo e cultivando cada vez mais o amor.  

Aprendi ao longo de mais de meio século, totalizado neste ano de (2021), que somos seres extraordinários neste planeta. Não importam o que digam dos outros seres que povoam à terra. Fato é, que somos especiais, sobretudo, porque temos consciência e é isso que nos faz diferente de tudo mais por aqui. Me perdoem aqueles que pensam diferente, mas, até onde vai o meu entendimento, parafraseando minha filha caçula da geração Y:  somos “topzeiras” nesta dimensão tridimensional. Somos seres que pensamos, aprendemos e escolhemos, e isso, são faculdades maravilhosas, porque temos consciência de nós e do universo.

Neste aniversário, estou muito feliz. Só tenho a agradecer aos céus pelo esclarecimento contínuo que venho percebendo em minha vida, o livre despertar de uma consciência humana.

Há muitas bênçãos neste ano: a novidade que se avizinha como o nascimento do meu filho número sete (em maio), assim como, pela vida da Carina, Eduardo, Sarah, Sharon, Rebeca e a Sofia, que a cada oportunidade que interajo com todos, se revelam pessoas aptas e bons seres humanos. Por vezes, mesmo que sutilmente percebo os despertar deles, cada um, a sua maneira, como deve ocorrer à consciência humana. E, o meu relacionamento com minha amada Deise, uma mulher extraordinária e companheira presente, seu carinho e atenção vem fazendo toda a diferença para melhorar cada vez mais a minha jornada nesta vida.   

Na intelectualidade, também, sou grato. Apesar da (COVID-19), tomei coragem escrevi e publiquei uns livros, me desafiei em todos os sentidos, porém, o mais importante é que aconselhei pessoas, compartilhei conhecimentos, procurei fazer a diferença na minha vida e de pessoas que me procuraram. Em suma, segui o meu coração e agi com consciência em tudo que fiz. Não fui leviano, controlei meu ego como nunca, perdoei e esqueci. Segui com fé na criação, naquela centelha divina que existe em cada ser humano.

Por fim, o ciclo anual que ora se finda com este aniversário, pode ser resumido assim, parafraseando Paulo de Tarso na carta a Timóteo: (Combati o bom combate e guardei a fé). Não penso em arrependimentos, magoas, mas tenho muito desejo de acertar cada vez mais, curtir cada momento feliz que perceber e que venham mais 365 dias nesta existência.

O CAMINHO DAS PEDRAS: A TRISTE VIDA NO MODO AUTOMÁTICO

O CAMINHO DAS PEDRAS: A TRISTE VIDA NO MODO AUTOMÁTICO

Nossa! Como é trágica a vida de uma pessoa com pouco entendimento! Penso que todos nós já conhecemos alguém assim, uma pessoa que vive os seus dias como se estivesse no modo automático, típico indivíduo que apenas sobrevive e, ninguém consegue ser feliz apenas sobrevivendo.

Recordo de uma jovem colega de faculdade, moça bonita e bem-nascida. Ela se sentava na cadeira de trás. Durante as aulas, pedia com certa frequência que eu lhes falasse algo para que ela pudesse usar ao interagir com o professor, óbvio, que ela queria ser notada ao demonstrar algum conhecimento. Muitos anos após a faculdade, a reencontrei. Ela me disse que estreara como atriz, ou algo assim e perguntou: “Elizeu por que sou tão infeliz? ”. Então, por uns instantes, eu não sabia o que responder para a ex-colega. Entretanto, a conhecia o suficiente para saber que ela parece uma típica pessoa que nunca quis existir como indivíduo: não tinha o hábito de pensar por si mesma.  Portanto,  a minha orientação para que refletisse sobre a própria vida, não iria fazer a menor diferença.

Há pessoas que não tem as rédeas da própria vida. Suas escolhas são condicionadas: seja por imposição de uma doutrina religiosa; pela vontade de seus cônjuges; por determinação dos seus pais; pela moda e, assim por diante.

Fato é, que as ações de um indivíduo autômato nunca ocorrem pela autodeterminação. Ao que parece, a sua vida está presa numa teia de influência externa sem fim. Difícil para tal indivíduo, se sentir realizado, mesmo porque, ele não se conhece e não sabe o que quer da vida.

Por fim, é preciso nos determos ocasionalmente para autoanalisarmos o quanto do que fazemos (as nossas escolhas), são frutos da nossa plena consciência. Porque, como já dissemos, muitos de nós que passam pela vida sem de fato compreender o significado de viver uma existência, vivendo apenas no modo automático.

O CAMINHO DAS PEDRAS: A VERDADEIRA FELICIDADE

O CAMINHO DAS PEDRAS: A VERDADEIRA FELICIDADE

Sou empirista, aprendo pela experiência. Já faz alguns anos que estou buscando o entendimento pelo autoconhecimento, compreender a existência, entender a vida. Aprendi, por exemplo, que o saber adquirido através do processo de contemplação desde os pequenos fenômenos, eventos do dia-a-dia, é mais plausível. Percebi uma constante na vida da maioria dos mortais, que é o desejo de ser feliz.  Parece se tratar de uma espécie de ideal humano, como se fosse a busca do próprio ‘graal’, a sua  pedra filosofal.

Contudo, com raras exceções, ouço pessoas e seus relatos sobre a felicidade não me parecem originais, são modelos, convenções de realizações pessoais. Constatei, que para uma grande parcela das pessoas observados, as suas versões de felicidade, se resumem em: conseguir a posição social x, manter relacionamento com uma pessoa que se comporte da maneira y, ter a posse de bens j, etc.

Fato é que, tal modelo de ‘realização’ não é garantia de felicidade verdadeira, “ou não”, parafraseando Caetano. 

O ponto central para compreender a felicidade verdadeira passa por dois requisitos primordiais: 1) a qualidade da felicidade; 2) o seu grau de entendimento. Porque, a experiência dessa boa sensação que experimentamos, poderá variar a depender sempre do grau de entendimento de cada um, ou seja, da sua compreensão do que seja a existência, a vida.

Se para alguns de nós, que percebem apenas a vida elementar, como um ter —, qualquer conquista como a posse de bem ou posição social mais elevada, estes, pensam ser felicidade. Contudo, essa visão é simplista, típica daquelas pessoas que formam a base da pirâmide do entendimento: os indivíduos que só querem muito do mesmo, daquilo que é elementar: (sexo, abrigo, alimento, bens, etc.). Para estes, a sensação de bem-estar se esvazia tão breve quando começa, e, necessitam continuamente ainda mais do mesmo, para experimentar aquela sensação de contentamento novamente. Portanto, o seu contentamento não passa de uma espécie de droga, de vício.

Para outros, no entanto, que compreendem a existência e conhecem a si mesmos, continuam o seu dia-a-dia com serenidade. Porque, sabem que situações desagraveis e/ou condições limitantes podem sobrevir a qualquer momento, mas, apesar das dificuldades, existirão os momentos de contentamento. Portanto, ao seu entendimento se revelam a verdadeira felicidade: que está nos pequenos eventos da vida e que ocorrem frequentemente.

Agora, sendo mais enfático, acredito que qualquer dos leitores poderia até fazer uma lista de pessoas que conhece e, que, tem muito mais do mesmo: (são ricas, famosas, bem-sucedidas), quantos dessas podem afirmar ser uma pessoa feliz? —, eis, portanto, o (xis) da questão! — A chamada felicidade ‘ala-carte’, não é a felicidade a qual me refiro.

Nesta reflexão, se preferirem façam uma pesquisa simples: perguntem para pessoas com muito do mesmo: (os ricos), sobre a felicidade. Notem, como algumas pessoas descrevem e/ou demonstram um padrão de ‘felicidade’.  É, quase certo, que muitas dirão que ainda desejam muito mais do que possuem, para se sentirem felizes.

Fazer o que todo mundo faz, é modismo.  E, como sabemos, a moda nunca foi boa conselheira, sobremaneira, quando se trata de compreender a felicidade. Tem aquela expressão clássica do Nélson Rodrigues: “Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”

Por fim, a felicidade pode ser bem subjetiva e alguns podem até advogar neste sentido, mas, a felicidade verdadeira certamente só é acessível para aqueles (as) que despertaram para a compreensão da existência, para o sentido da vida. Se a nossa vida fosse como uma árvore frutífera, o fruto seria a maneira pela qual nos revelamos para o mundo e, o sabor da fruta o que a natureza espera de nós: a doçura como a verdadeira felicidade.

CAMINHO DAS PEDRAS: PORQUÊ O SEU RASTRO NO MUNDO IMPORTA

CAMINHO DAS PEDRAS: PORQUÊ O SEU RASTRO NO MUNDO IMPORTA

O que buscamos em última estância nesta existência: amor, paz, prosperidade, a felicidade? —, penso que essa seja uma questão totalmente aberta.

Num plano amplo, no contexto da vida em sociedade. Há milênios sabemos da existência de modelos (ideais) de sociedade, que talvez seja impossível sabermos quanto tempo estamos na empreitada da evolução social, qual seja? A busca por justiça e paz.

Porém, é fato que a evolução social nas relações com nossos irmãos humanos, nunca foi totalmente pacifica e ideal. Isto porque, também, sabemos que há ações nefastas de pessoas contra semelhantes em todos os tempos, por exemplo, a exploração do homem pelo homem: que no passado era de forma direta (escravidão), hoje, no entanto, ocorre pela má distribuição dos recursos/riquezas entre os povos.

Portanto, seja de forma direta ou não, a injustiça social nunca deixou de fazer parte do meio social global, gerando sofrimento e desigualdade, não importa o tenha já tenha sido feito para mudar isso.

No plano mais especializado, usando lente microscopia, afinal, as ações em prol da humanidade devem ser tratadas primeiramente ao nível do íntimo de um único individuo, ou seja, na forma que nos relacionamos como nós mesmos. Nesta escala, poderemos também aferir que há exploração. Parece estranho, mas não é. Quase todos conhecemos pessoas que vivem de forma medíocre, agindo segundo doutrinas dogmáticas e/ou presas numa visão limitada de mundo.  

Mas, diferentemente do possa parecer o explicito acima, sou otimista de “carteirinha”, defendo de unhas e dentes a busca por ideais humanos nobres. Isso porque, acredito que o indivíduo pode melhorar continuamente. O que fomos num passado recente, não necessariamente precisa ser o nosso presente e no futuro.

Nesta reflexão, ouso fazer essa breve tentativa de compreender alguns porquês de sermos tão incoerentes: se de um lado desejamos viver a humanidade em sociedade justa e pacifica, por outro, agimos como verdadeiros déspotas contra nós mesmos. Somos muito contraditórios. Talvez isso se deve a nossa complexidade interior, somos muito mais complexos que possamos imaginar.

Sou empirista e não sou psicólogo, por isso, peço a estes, que me perdoem. Mas observei, a começar pelo fato de que dentro de cada um de nós, podem existir muitos (Eus, Egos). E, cada um dos (Egos) agem como se sabotando ou outro, em algumas pessoas isso ocorre num ciclo sem fim, que em determinado grau se tornam patologia da psique. Mas, aqueles doentes são exceções. Porquanto, se noticiam que o mal do século, sejam doenças da psique, tais como a depressão, etc. Assim, tirando as exceções, voltamos aos seres ‘normais’ como cada um pensa ser.

Então! Como nos livramos das contradições internas e passamos agir de maneira mais profícua? — Começando pela compreensão de si e, depois, auxiliando na construção de uma sociedade melhor, porém, essa é uma grande questão, mas não é impossível.

A missão é possível, bastaríamos que mudássemos o nosso Ego. Por óbvio, é um trabalho muito peculiar, individual, que se inicia com uma viagem para dentro de nós, pelo autoconhecimento. Poderíamos iniciar da seguinte forma: tendo mais diálogos interiores, por exemplo, temos milhares de pensamentos e consequentes fazemos julgamentos baseados neles.  Porém, devíamos avaliar bem melhor antes de externamos as nossas escolhas, porque, talvez, não saibamos qual dos (Egos) esteja falando em dado momento. 

Numa imersão pessoal, pratico com certa regularidade um modelo elementar de conversa interior, diálogo com meus egos. E, para explicar como isso acontece, imagino que seja como uma estrutura trina, como um triângulo Isósceles, sendo:

Na base do triângulo, que é a maior parte: imagino serem os pensamentos, porque, são aos milhares diariamente. E, de antemão, não deveríamos aceitá-los de imediato, ou confiarmos que seja a nossa melhor escolha, só pelo fato de serem muitos. A unanimidade nem sempre é sinônimo de sabedoria.  

De um lado do triângulo, o lado esquerdo: tem o mesmo tamanho daquele que está à direita, supomos que devem ser os nossos questionamentos (os porquês): por que estamos pensando dessa ou daquela maneira e, agir como se duvidássemos daquele turbilhão de pensamentos.

De outro lado do triângulo, o lado direito: deveríamos colocar as questões que nos são mais caras, como os nossos valores pessoais de (justiça, amor e paz). Mas, nunca aqueles valores impostos por uma doutrina religiosa, ou, porque, seja o comum de dada comunidade. Antes, porém, deve refletir o que realmente nos faz perceber a existência plena, ou seja, que seja a nossa visão da justiça e amor.

Neste esquema de auto-questionamento, todo o processo ocorre de forma simultânea, desde fragmentos de sentimentos do dia-a-dia, seja qual for, que denote: uma mágoa, uma inveja, a raiva, intolerância, etc.  É, um exercício continuo, pois, se trata de um policiamento interior constante. Escolher como nos expressar e, sobremaneira, o quanto somos honestos como nós mesmos, porque, a maior traição que alguém pode cometer, é conta si mesmo, é trair a própria consciência.

Por fim, o rastro que realmente vale a pena deixar é aquele que marca o nosso caminhar autônomo, como indivíduo. A maneira pela qual interagimos com as pessoas, como exprimimos nossos (valores) pessoais reais e, nunca apenas, como sendo o subproduto de determinada doutrina de dado rebanho. Mas como nos fizemos o que fizemos, enquanto indivíduo. É, o nosso exemplo de vida que a depender da qualidade das nossas ações, será para a posteridade um modelo de inspiração.

CAMINHO DAS PEDRAS: A DISCIPLINA AMIGA DA FELICIDADE

CAMINHO DAS PEDRAS:  A DISCIPLINA AMIGA DA FELICIDADE

Somos parte do que criamos, isso é fato.  Porém, inexoravelmente muitos de nós somos levados a pensar e agir de maneira tão contraditória. Vale uma reflexão: quem dentre nós tem coragem e honestidade suficiente para se expressar de maneira sincera consigo mesmo?

Embora não admitamos, mas corriqueiramente inventamos mil e uma maneiras para nos iludir, mentir para nós mesmo, e a pior parte disso, é que o fazemos sem culpa e pudor, sobretudo, com a relação interna entre o que desejamos indo na contramão do que sentimos. Isso é flagrante, é perceptível de imediato, pela maneira que nos expressamos em julgamentos imediatos, por exemplo.

Como tudo sugere, há um problema com a nossa disciplina interior, porque nem sempre mantemos em níveis elevados os interesses que realmente importam para nossa autorrealização. Tendemos a fazer escolhas forçadas, que invariavelmente contrariam valores os quais são caros aos nossos sentimentos, porém, sabemos que há exceções, daquelas pessoas naturalmente pragmáticas.

Por fim, ter atitude e perseverança quanto a nossa disciplina interior é essencial. Sabemos que na vida nem tudo são flores, mas, a forma com a qual você escolhe viver dado momento é importante: se alegre ou não, porque são eles (os momentos), que te prenunciam para o universo dando conta do seu comprometimento com a sua verdade interior: o que deseja, o que sente e o que pensa, seja a verdadeira expressão dos seus sentimentos

CAMINHO DAS PEDRAS: DE ONDE VEM A FELICIDADE

CAMINHO DAS PEDRAS:  DE ONDE VEM A FELICIDADE

Em algum momento das nossas vidas, nos questionaremos, ou ouviremos de outras pessoas lições sobre a felicidade: se devemos fazer isso ou aquilo, daquele ou de outro jeito para atingir o objetivo maior, sermos felizes.

No entanto, poucos serão os conselhos dando conta de que a felicidade é um trabalho personalíssimo, proveniente do nosso interior.

Fato é que a felicidade deve vir de dentro, pois, se trata de uma interação genuína com o nosso eu interior, porque, quanto mais conhecemos a nós mesmos, maior serão as oportunidades de atingirmos a completude, a auto realização. Pode até soar como ensinamentos de gurus orientais, mas, não é.

Tudo que realizarmos em favor de outrem, por exemplo: como a caridade, nem sempre, isso por si só, nos garantirá a felicidade, a não ser, que o façamos como um propósito de vida. Neste caso, observando os valores supremos de uma existência: (verdade, amor, justiça, igualdade e a paz).

Por fim, gozar de momentos de felicidade vai depender muito do quanto nos conhecemos intimamente e do controle que temos da nossa natureza interna, egocêntrica e animalesca. Muito embora, na vida humana ao que tudo sugere,  a felicidade seja um proposito para a nossa existência, porém, sujeita ao nosso livre arbítrio.

CAMINHO DAS PEDRAS: O FUTURO

CAMINHO DAS PEDRAS: O FUTURO

Porque geralmente o tema (futuro) é a eterna incógnita para nós?

Desde tempos imemoriais, houve muitos profetas, bruxos, magos e na atualmente os assim denominados futurólogos, indivíduos que fazem previsões sobre o que há por vir. Nós mesmos, destinamos algum tempo e energia na tentativa de “prever” o que há por vir, saber sobre o futuro, mas nunca saberemos ao certo.

Penso, que não haja nada de errado nisso, essa prática de tentar imaginar como será o futuro, aliás, a não ser pelas consequências físicas  que invariavelmente nos ocorre quando fazemos isso por muito tempo e com muito empenho. 

É fato, que ninguém é suficientemente capaz de descobrir muito sobre como será o futuro, por mais que queimemos muitos neurônios e percamos noites e noites de sonos, porém, também, é fato, que ganharemos muitos mais fios de cabelos brancos com pouco com proveito prático, nesta empreitada.       

Julgo que para sabermos algo sobre do futuro, deveríamos prestar mais atenção no que estamos fazendo agora, no presente, porque, sabemos que o futuro é apenas a consequência, resultado da inexorável lei da causa e efeito.

Por fim, quando mais gastarmos nossos preciosos momentos do presente, do agora, na tentativa de saber o futuro, certamente estamos perdendo tempo precioso para que percebamos a felicidade. Seja como queiramos, encaramos isso, o futuro vai depender de uma complexa rede cósmica, que vai desde os nossos pensamentos, desejos, intenções, ações, eventos naturais e muito mais do que desconhecemos existir no universo.

CAMINHO DAS PEDRAS: CONSCIÊNCIA E O PENSAMENTO

CAMINHO DAS PEDRAS: CONSCIÊNCIA E O PENSAMENTO

Tem aquele adagio popular: “o que veio antes, o ovo ou a galinha?”, soa cômico e serve como analogia perfeita  para explicar a consciência e o pensamento: só existimos porque temos uma consciência, mas, só percebemos a nossa realidade e pensamos, porque tudo foi criado por ela.

Os pensamentos, (sinapses cerebrais), são espécie de faz tudo em nós: atua como arquiteto, programador e jornalista, tudo em simultâneo. Seu trabalho, é quase ininterrupto, salvo, quando adormecemos profundamente. Enfim, trata-se de um “CDF”, que por vezes, nos permite sacadas geniais, ideias maravilhosas, em outros momentos, nos mantêm tão alerta e ‘estressados’ que até desenvolvemos patologias psíquicas: ansiedades, depressões, etc.

Porquanto, devido à intransigência causada por milhares de pensamentos que temos, ocorre um grande gargalo de informações provenientes dos nossos sentidos e/ou do depósito (da memória). E, isso, nos afasta do que é mais importante numa existência: o contato com a criadora de mundos, a nossa consciência. Além, disso, é a nossa consciência que tem as conexões diretas como o universo, o “reino dos céus”, de onde vem as maiores inspirações, ‘insight’, que necessitamos para nos realizar satisfatoriamente, sem o esquecimento de como é simples viver o momento, com o bom, a beleza e em paz.

Por fim, o grande desafio enquanto seres com consciência, é elementarmente controlarmos os nossos pensamentos, (buscar o silêncio interior), para focarmos no que realmente é importante, qual seja: viver no presente, “no aqui e no agora”, parafraseando Ian Merkel. Então, estaremos mais despertos e prontos para viver entre dois mundos, e conhecer a felicidade plena.

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

Quando sentimos aquele aperto no peito, sensação de vazio, sufocamento, inquietação, descontentamento e ansiedade. Esse conjunto de sintomas é uma alerta, para o que se avizinha, que a depender do seu entendimento e capacidade de reação, por certo haverá um estado de depressão e outras patologias passarão faz parte do seu dia-a-dia.

Contudo, isso não é coisa da moda, — como noticiam (o mal do século). À angústia existencial, sempre existiu no seio da sociedade e pode-se até conviver com ela, a exemplo do que ocorreu no início do século XX quando o filosofo Sartre dizia “que ele era um indivíduo desencantado com o mundo e com a humanidade”.

Quando um indivíduo não está suficientemente preparado para o futuro e/ou não se encontrou com consigo (mesmo), é bem possível que tal pessoa perca do sentido da existência, e em sua mente ocorra uma confusão: os seus pensamentos e sentimentos entrem em colapso, e pode ser agravada por uma reação tardia, isto é, pela demora da retomada do controle de si.

Trata-se de um conflito intenso e mais difícil de ser superado, sobremaneira, quando culpamos fatores externos: outras pessoas e eventos que não conseguimos controlar, entretanto, a angústia existencial de fato acontece em nós, independe das nossas posses ou de quanto poder, temos. A angústia existencial talvez seja o motivo pelo qual exista grande demanda por terapeutas na atualidade.

Sou um empirista e não tenha a pretensão de conhecer tudo sobre o tema ou discorrer nesta breve reflexão, mas, proponho uma analogia simples que julgo perfeita para compreender como anda seu entendimento, — duas pessoas observam um pôr do sol de um mesmo ponto: a primeira se sente grata pelo espetáculo da luz solar no crepúsculo, enquanto a segunda se maldiz lamentando como é triste o entardecer porque a noite está próxima.  

Por fim, estamos em mais um final de ciclo solar, (um ano) e temos duas escolhas apenas: poderemos lamentar por tudo de mal que nos ocorreu nestes 364 dias, ou sermos gratos pelo aprendizado que a experiência da pandemia nos proporcionou. Sabemos que a dor e a morte são uma certeza, ninguém está inume, porém, a alegria e o contentamento são garantias de viver momentos felizes. — Escolha bem como vai encarar seus momentos em 2021!