FELICIDADE: A SORTE E O AZAR

FELICIDADE: A SORTE E O AZAR

Sobre se há bênção ou maldição para ser feliz: ao que parece uma parcela acredita, outras, no entanto, nem pensam sobre isso. E, esse último grupo de indivíduos, vive cada dia como um dia comum, como um dia após o outro.

Julgo que ter sorte e o azar é tudo uma questão de perspectiva própria, porque tem relação direta com a compreensão de mundo de cada um.

Ocorre que historicamente diversas culturas pelo mundo levam muito a sério a questão de sorte e azar. Há uma crença milenar muito bem enraizadas no inconsciente coletivo desses povos, por isso, pode ter alguma relevância e algum fundamento essa ideia de sortudo ou azarado.

A questão é, como a sorte e o azar afeta nossa percepção de felicidade? — Como sempre faço neste blog não tenho a pretensão de saber as respostas e nem de esgotar assunto, mas vale a pena uma reflexão.

Para refletirmos sobre o tema, julgo que deveríamos analisar as grandezas incontestáveis que são determinantes e afetam nossos destinos desde sempre: se de um lado somos seres dotados de consciência e com capacidade inventiva e tudo mais, de outro, é fato a nossa insignificância frente ao universo imenso e suas leis eternas é incontestável.

Por conta disso, é razoável deduzir que as nossas ações por mais importantes que as julguemos que sejam, não tem potencial para afetar a ordem universal.

Portanto, sobre sorte ou azar para uma vida plena e feliz, está muito restrito ao nosso entorno imediato e a maneira pela qual julgamos cada evento em seu momento. Para ser feliz ou não, depende exclusivamente do quão positivo enxergamos e interpretamos a nossa realidade. Sobretudo, por vivermos que nossa vida é breve e fugaz, e a felicidade, depende de um ponto de vista muito particular.

A FELICIDADE SEMPRE ESTÁ PERTO

A FELICIDADE SEMPRE ESTÁ PERTO

Como perceber a felicidade? — observando os detalhes. Fato é que tudo começa com a nossa iniciativa, não devemos esperar que outros nos façam felizes, porque isso é ilusão, é utopia. Desperte, acorde.

Devemos começar no local, momento e com a oportunidade que se apresentar, porque o mais importante é a percepção quanto ao momento.  — É aqui e agora.

Faça o que tiver que fazer, no instante e oportunidade que for, mas não espere muito tempo para perceber a felicidade. A felicidade é por certo, viver momentos de contemplação, satisfação e gratidão. E, esses, são pequenos e fugazes, são instantes de alegrias, quando nos sentimos gratos, plenos.

Por fim, para viver a felicidade, não devemos busca-la longe e nem esperar algum “tempo certo“, porque o local é aqui e o  tempo está no presente, no agora. Seja como for,  nos relacionamentos com outras pessoas ou consigo mesmo,  nunca deixe que a sua felicidade dependa do arbítrio, da escolha, de outras pessoas.

FELICIDADE E A MENTIRA

FELICIDADE E A MENTIRA

Acredito que ninguém saberia dizer ao certo quando aprendemos a mentir, mas é fato que a mentira faz parte do comportamento humano há milhares de anos. Sabemos disso pelas narrativas dos livros sagrados de todas as religiões e por registros nas diversas artes: literatura, teatro, etc., em todas as culturas espalhadas pelo mundo.

Quanto aos motivos pelos quais mentimos isso já foi amplamente estudado, seja pela psicologia, neurociência em outros ramos do conhecimento e, ao que parece engendramos argumentos mentirosos em situações corriqueiros com fins de evitarmos situações embaraçosas, para obter vantagens, etc.

Mas, quando mentir vira um hábito, isso nos torna um mentiroso e, sabemos que ninguém gosta de se relacionar com pessoas que mentem. Eis o (xis) da questão: se somos seres essencialmente sociais, e como tais, temos sempre que nos relacionar com outras pessoas.

Entretanto, o mais grave em mentir, é que isso afeta sobremaneira as nossas vidas, ainda mais, quando mentimos para nós mesmos, ou seja, quando criamos personas irreais e acabamos por acreditar nas próprias mentiras.

Por fim, sendo a felicidade algo que provem do nosso íntimo, da nossa capacidade de contemplação da vida, da nossa essência como ser, é razoável deduzir que a mentira é incompatível com momentos felizes pelo simples fato de que mentir é criar uma ilusão, uma fantasia, é isso, como também sabemos, só tem utilidade como entretenimento.

Felicidade: porque é um ideal humano.

Felicidade: porque é um ideal humano.

Desde o passado em cujas eras já se perderam na poeira do tempo, temos informações, pistas, sobre a vida dos nossos ancestrais, sabemos disso através dos mitos e das religiões antigas, que é falado antes até do surgimento da escrita. São relatos, por tradução orais, que depois escritos chegaram a nós, e dão conta de como viviam na antiguidade, os seus medos, desejos e sonhos.

O fato é, que olhando para o passado podemos constatar que os antigos em muitos aspectos não eram muito diferentes de nós do (século XXI), sobremaneira, com relação a ideais nobres humanos: bondade, justiça e honestidade. Antes que alguém aponte meu delírio: porque sabemos que no passado havia escravos, governos déspotas, guerras cruéis e a vida humana tinha pouco valor. Contudo, ainda há isso, (desumanidades), porém, com outra aparência: há exploração do homem pelo homem e abusos de toda sorte.

O ponto desta reflexão é o ideal humano de felicidade. E, ao que tudo demonstra permanece latente dentro de cada um de nós, com exceções e na proporcionalidade do grau de entendimento de cada indivíduo. Entretanto, o mais intrigante, é que isso nada tem a ver com a intelectualidade de cada um, mas sim com o conhecimento de si, com o autoconhecimento.

Por conta disso, dado ao nosso grau de evolução agimos ou não perseguindo ideais nobres, esses, que nos tornam mais observadores, mais compreensivos, sem fazer julgamentos e/ou impormos as nossas verdades sobre nossos semelhantes. Quando vemos atitudes diferentes dessas, é razoável pressupor que tal individuo precisa evoluir muito.

Os séculos passam, e com eles as mudanças: dos costumes, das tecnologias, da cultura, etc., porém, o ser humano continua quase invariavelmente: egoísta, déspota, insensível. Portanto, senão não nos dermos conta de que estamos numa escola, sobretudo, aprendendo o que é ser um humano, assim como foi no passado, é hoje: queremos viver felizes, apesar de: com ou sem posses; com ou sem poder; com ou sem reconhecimento público.

Por fim, o ponto é, há uma parte de nós que nunca morre, somos almas imortais, estamos na busca por evoluir, e neste caminho da evolução, sempre haverá dor, medo e insegurança, mas se buscarmos compreender quem somos, o mundo que nos cerca se revelará passageiro, e constataremos que estamos numa escola, em aprendizado constante, e talvez, a felicidade sorria mais e nos seja amiga neste turno (vida) de aula, neste plano 3D.

Sabedoria: o conhecimento e a utilidade

Sabedoria: o conhecimento e a utilidade

Quando o assunto trata das questões imediatas do indivíduo, como o autoconhecimento, me declaro suspeito, porque sou fã do grande mestre Sócrates, que depois de quase 2 500 anos, ele foi e ainda é “o cara”: pai da filosofia ocidental.

Aprendemos sempre com este ícone do pensamento ocidental que tinha a preocupação de levar as pessoas a sabedoria com fins da prática do bem, ou seja, a filosofia a serviço da elevação da consciência do indivíduo com valores nobres: bondade, verdade, utilidade.

Hoje me deparei com umas das celebres lições: “busque o entendimento sobre as coisas que lhes seja útil para sua vida”.

Nestes dias (século XXI) de mundo global conectado e com quase  todo o conhecimento do mundo a um toque dos dedos, ou basta ditar o assunto, para obtermos informações sobre qualquer tema, no entanto, muitos de nós se dedica a enfadonhos estudos dogmáticos ou para aprender sobre futilidades modistas, que não agregam nada para elevar uma consciência.

Por fim, penso que deveríamos nos voltar a busca por conhecimento que nos eleve, sobretudo, nos voltando para dentro de nós, por meio do autoconhecimento. Como há muito tempo é dito: “conhecimento da verdade liberta”, então, busquem-na continuamente. 

FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

O tempo passa e naturalmente criamos expectativas com relação aos eventos do futuro, é o que chamamos ter esperança e fé. Mas, se de um lado ter esperança é uma das virtudes essenciais para motivação de qualquer pessoa, de outro lado, confiar exclusivamente nas ações de outras pessoas visando nossa felicidade, é um grande erro, uma utopia.

A felicidade que idealizamos provém invariavelmente da nossa necessidade de completude, ao que tudo indica sempre estamos na busca por tornamos inteiros, uno com o universo.

Contudo, o grande problema disso (no caminho da felicidade) e que o torna impossível, é por nos perdermos ao longo do caminho da vida, nos frustrando constantemente, isso ocorre por não considerarmos dois elementos fundamentais: 1) conceito sobre a felicidade e 2) por onde começar sua busca.

Por fim, muito já foi dito sobre o que seja a felicidade: contentamento, alegrias momentâneas, sensações de preenchimento de completude. Também, sobre por onde começar a busca: dentro de nós mesmos, se encontrando com si mesmo. Porém, um fator, que torna impossível a felicidade, é esperar 100% do tempo que outras pessoas nos proporcionem, porque cada um está engajado em sua própria busca, e, além disso, somos (indivíduos).

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

Sempre que despertamos que a vida é fugaz e breve, muitas perguntas surgem, porque é notório, que a maioria de nós, deseja viver o maior tempo possível. Por isso, as ciências se desenvolvem neste sentido, da ampliação dos nossos dias neste mundo tridimensional. Disso surgem questões existenciais.

O fato é, que viver mais, ao que tudo demonstra é um desejo persistente em nossa consciência. Seja pela nossa ignorância sobre a vida ou não, buscamos continuamente por respostas, desde a mais remota antiguidade. Religiões surgem e desaparecem da face da terra e a vida continua, simples assim.

Contudo, as questões (o que, como, porque) existimos, continua.

Vejamos: se fazemos o que fazemos em prol do prolongando a vida, quer significar que temos esperança de que talvez haja um sentido para tudo isso, uma explicação logo adiante no tempo.

Mas, se olharmos mais profundamente para dentro de nós, procurando as respostas, julgo que seja o caminho mais seguro, pelo fato do sentido da vida é uma questão muito particular, subjetiva.

Gosto da metáfora sobre o que seja viver: “viver é igual um salto de um penhasco, no qual não podemos escolher sobre se caímos ou não, no máximo que podemos fazer é despertar para o inevitável, que somos mortais, e nada do que fizermos vai mudar isso, porém, temos escolhas: poderemos decidir se sorrimos enquanto caímos (vivemos) ou lamentamos“, de um jeito ou de outro o nosso tempo neste plano vai acabar.

Então, onde estão as respostas para existência, para a vida? — Poderíamos começar por não nos iludirmos e nem fantasiarmos, tão-somente viver cada dia com intensidade e não pensando tanto sobre o amanhã (apocalíptico), nada disso. Deixemos isso aos dogmáticos que há milênios criam os próprios céus e infernos, quando aos despertos sobre si, cada dia já nos bastam seus desafios, alegrias e tristezas.

Como disse o poeta romano Horácio (65 a.C.-8 a.C.) “Carpe diem”, numa tradução livre: “… colha o hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.

Por fim, não se preocupe tanto com as respostas para todas as questões que venham porventura preencher sua mente, apenas viva bem e faça o seu melhor.

Decisão: por que é tão difícil fazer escolhas?

Decisão: por que é tão difícil fazer escolhas?

Sabemos “de cór e salteado” como diziam os mais antigos, nossos avós. Mas, por que, então, é difícil escolher? E, escolher bem, para o nosso bem?

Mesmo com tantas informações que temos a disposição! — o que teoricamente é fato inconteste, se considerarmos o volume de informações que estão a mão (num toque de dedos).

No entanto, muitos de nós ainda continuamos com dilemas na hora de decidir, de fazer escolhas, — a psicologia diz que fazemos a maioria das escolhas segundo as nossas emoções.

Uau! Que coisa! Estranha… mesmo com um cérebro tão desenvolvido, ou não.

Fato é que somos seres racionais que escolhemos quase tudo de maneira irracional. Que contradição, não?

Nesta reflexão proponho utilizarmos um “método”, chamo assim, para dar um pouco de cientificidade, usando uma espécie de modelo, uma lista, para auxiliar nossa racionalidade, porque também, sabemos, que muitas escolhas nos afetam sobremaneira!

Por exemplo, neste ano de 2020 com vistas ao final de uma pandemia no Brasil, os nossos líderes políticos decidiram que as eleições para escolhermos os futuros governantes e legisladores para esfera municipal, acontecerá no mês de novembro. Tomando por base que esta escolha cívica afetará a todos, pois quem elegermos nos representara nos próximos quatro anos.

Sabemos que cada um desses candidatos que vamos escolher, tem suas plataformas e poderemos analisar, assim como, os seus currículos de serviços prestados em prol da comunidade.

Ocorre que não invariavelmente escolhemos, como sempre ocorre, quase as mesmas pessoas e/ou grupos políticos que serão os eleitos. Digo isso, porque analisando o passado recente, quando só mudamos no máximo de 30% a 40% das nossas lideranças, parece ser praxe: 60% a 70% continuam sendo os mesmo que aí estão, e que tanto criticamos.

No método, para escolha dos políticos, proponho que não considerarmos: a sua religiosidade, ideologia, etnia, beleza, simpatia, e as mensagens com grande carga emocional.

Por fim, que tal escolhermos assim: segundo um critério objetivo, votando naqueles que tenham perfil de pessoa pública compatível com idoneidade, moral e a coerência das propostas com nossos anseios, da nossa comunidade. Proponho, portanto, deixarmos de lado as nossas emoções na hora de escolher, certamente fará toda a diferença no resultado desse pleito municipal de 2020.

AMOR: O QUE ISSO SIGNIFICA QUANDO DIZEMOS?

Se olharmos para a história da humanidade, sempre vamos descobrir alguém em tempos remotos, que fez algo extraordinário em prol de um grande amor, por exemplo, no XII a.C.: o amor de Helena (esposa de Menelau rei de Esparta) pelo príncipe Grego Paris: Contada na quase mitológica (guerra Troia), onde o amor de Helena e Paris causou um conflito de estado e não teve final feliz para os amantes.

Assim, também, em nossos dias, que invariavelmente parece que ocorre a mesma coisa. Porque nem sempre uma “grande paixão”, um “amor avassalador” é garantia de felicidade duradoura.

Então! De que amor estamos falando, o que significa eu te amo?

Em primeiro lugar, tenho lá minhas dúvidas sobre o conceito de amor, exceto pela parte que teólogos nos ensinam sobre o amor de (Deus). Porque quanto ao amor entre humanos, julgo que está muito defasado, ou melhor definindo, o conceito de amor se esvaziou, se tornou, uma mera questão de posse.

Depois, vale a pena rememorarmos os diversos amores, segundo a definição dos Gregos antigos, diziam eles, existirem os seguintes amores:
Philautia: é uma espécie de falso amor-próprio, que é semelhante à arrogância e narcisismo;
Pragma: É um amor baseado na dedicação ao bem maior. Amor pragmático, os romances e a atração são em favor de metas compartilhadas e compatibilidades;
Ludus: É uma forma de amor mais divertida. É definido por brincadeira, alegria e falta de compromisso;
Eros: É o relacionamento que frequentemente associamos à palavra “amor”, é caracterizado pelo romance, paixão e desejo;
Philia: É o sentimento que temos com nossos irmãos ou amigos próximos. É sincero, platônico e mutuamente benéfico. É uma das conexões mais poderosas que duas pessoas podem compartilhar. Estas relações são íntimas, autênticas e seguras;
Storge: É o tipo muito especial entre pais têm e filhos, os amam exatamente como são, é que os que inspira perdoarem seus filhos, incondicionalmente e;
Ágape: É o sentido universal do amor, é um amor incondicional para todos os seres vivos. É o que nos dá o desejo de fazer o bem, compaixão e altruísmo. E, é caracterizada por uma forte conexão com a natureza, a humanidade e o universo.

A questão é, quando ouvimos “eu te amo” de alguém, isso nos remete a um compromisso, a reciprocidade e tudo mais que decorre e se espera do amor verdadeiro, e com isso, deveríamos sentir seguros e felizes.

Mas, não é o que invariavelmente ocorre, pois, tudo muda, é por vezes, não saberemos ao certo que amor se referia quem nos fez a declaração tão famosa (amo você). Isto porque, ao ouvirmos a declaração de amor e tão logo surgirão as dúvidas e com elas as incertezas passam ditar as regras de comportamento aos amantes.

Fato é, que o tal (amor) imaginado que outrem sentem por nós, ou que sentimos por outra pessoa, não é garantia de felicidade. Visto que, como foi no passado, agora também o é, apenas um gerador de sensações dolorosas e estressantes, que ao final das contas te sufoca e elimina quaisquer sentimentos de apego e carinho. Tal como foi o resultado em Troia, uma guerra, que ao final eliminará por completo a esperança de felicidade dos amantes.

Proponho nesta reflexão, deixarmos de lado os conceitos tradicionais do amor. E, passemos observar algo que é mais perene, e o que tudo demonstra por seu caráter eterno: (as leis universais da natureza). Ver como tudo acontece no mundo natural. Por exemplo: os pássaros migram por milhares de quilômetros para procriar, as baleias se deslocam milhares de quilômetros para ter seus filhotes. Assim é para toda espécie no reino animal. Julgo que deveríamos confiar mais em nossos instintos e menos na nossa intelectualidade que é cheia de conceitos, (eu te amo), e tudo mais.

Por fim, a questão é, por que nós humanos que estamos no “top” da evolução como seres desde planeta, e por que somos tão inconstantes e inconsequentes quanto ao amor? É se eliminássemos esse sentimento de posse que demonstramos sobre quem dizemos “amar”, talvez, seguindo as leis naturais, nossos instintos, a felicidade seria só mais uma consequência óbvia do amar.

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Desde criança criamos muitas expectativas, sonhos, de que iremos além: seremos melhores com relação à vida dos nossos ancestrais, dos nossos pais. A esperança pode até ser válida, mas na maioria das vezes aquele sonho nobre e libertador, se torna o nosso pesadelo. Embora, não haja nada de errado sonhar, obter sucesso, porque esse é um ideal de realização, é muito natural.

O que ocorre é que durante nossa vida, os desafios e eventos do dia-a-dia, invariavelmente há muitos enganos e com eles as frustrações, o que também é muito normal, pois se considerarmos que viver, tem seus desafios. Mas, com o tempo nossos valores mudam, assim como, o nosso conceito de sucesso e fracasso, não passam de ilusão.

Não é pelo fato de que não realizarmos os sonhos conforme desejávamos nos tornam infelizes. Isso porque o sucesso dos nossos sonhos se revela insignificante, se não vivermos cada momento.

O ponto é: nunca consideramos o dinamismo do tempo e com ele, a nossa visão da realidade.

Sabemos, conforme diziam os antigos: “nunca é possível beber água duas vezes do mesmo rio”. Isso ocorre, por fatores naturais ou não, digo isso porque você hoje, não é a mesma pessoa que sonhou. O tempo, e os desafios da vida, se alteram na medida da nossa compreensão do mundo.

E, a felicidade onde está? — nossos sonhos e ideais de vida: casamento, filhos, poder, dinheiro. Por que essas “coisas” invariavelmente não são garantia da felicidade?

Tem uma canção ‘pop’ que diz: “(Era uma vez) É que a gente quer crescer / E quando cresce quer voltar do início / Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido / Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real / E entender que ela mora no caminho e não no final (Kell Smith)”.

Por fim, não há certo ou errado. A não ser pelo fato que o tempo passa e a ideia fixa de que a felicidade está no ter ou ser, é errada, quando, na verdade, a felicidade está no caminho (dia-a-dia), porque ela (a felicidade) acompanha nossas vidas. Basta tão-somente que abrirmos os olhos para o aqui e o agora.